Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 1.963 mortes associadas à COVID-19 e 74.717 casos de infeção, segundo o boletim epidemiológico divulgado hoje pela Direção-Geral da Saúde (DGS).

Em relação a ontem, contabilizaram-se mais seis óbitos, 688 infetados e 309 recuperados. Ao todo há já 48.193 casos de recuperação em Portugal. 

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A região de Lisboa e Vale do Tejo, com 478 novas infeções, representa 69,48% do total de novos casos em Portugal.

O relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 884 óbitos (= a ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (759 +5), Centro (263 +1) e Alentejo (23 =). Pelo menos 19 (=) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira não há óbitos registados.

Em todo o território nacional, há 661 doentes internados, mais dois que ontem, e 99 em unidades de cuidados intensivos, mais um do que na segunda-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 24.561 casos ativos da infeção em Portugal - mais 373 que ontem - e 44.231 pessoas em vigilância pelas autoridades – mais 60 indivíduos.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região de Lisboa e Vale do Tejo é a área do país que regista o maior número de infeções, com 38.294 (+478), seguida da região Norte (26.735 +160), da região Centro (6.076 +16), do Algarve (1.622 +22) e do Alentejo (1.499 +5). Nos Açores, existem 269 casos confirmados (+2) e na Madeira 222 (+5).

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 1.314 (+5) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (389 +1), entre 60 e 69 anos (171 =), entre 50 e 59 anos (59 =) e 40 e 49 anos (23 =).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 987 (+2) são do sexo masculino e 976 (+4) do feminino.

Idades com mais casos

A faixa etária entre os 30 e 39 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 12.310 (+115), seguida da faixa etária entre 40 e os 49 anos, com 12.162 (+104), e da faixa etária entre os 20 e os 29, com 11.987 (+131) casos.

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 33.905 homens infetados e 40.812 mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 190 casos.

Resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Depois de a Europa ter sucedido à China como centro da pandemia em fevereiro, o continente americano é agora o que tem mais casos confirmados e mais mortes.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço de AFP

A pandemia do novo coronavírus matou 3.917 pessoas em todo o mundo nas últimas 24 horas, indica um balanço às 11:00 TMG (12:00 em Lisboa) da agência France-Presse a partir de dados oficiais. Com aqueles sobe para 1.005.981 o número de mortos no mundo desde que a doença foi conhecida no final de dezembro na China.

O número de infetados é agora de 33.415.720, dos quais 267.743 foram registados nas últimas 24 horas. Pelo menos 23.006.200 das pessoas foram consideradas curadas, segundo a AFP.

Os países que registaram mais mortes no último dia foram a Índia (776), o Brasil (317) e os Estados Unidos (281).

Os Estados Unidos são o país mais afetado pela covid-19, tanto em número de mortos como de casos, com um total de 205.091 mortos entre 7.150.118 casos, segundo o balanço da universidade Johns Hopkins. Pelo menos 2.794.608 pessoas foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais enlutados são o Brasil, com 142.058 mortos em 4.745.464 casos, a Índia com 96.318 mortos (6.145.291 casos), o México com 76.603 mortes (733.717 infetados) e o Reino Unido com 42.001 mortes (439.013 casos).

Entre os países mais afetados, o Peru é o que conta com mais mortos em relação à sua população, 98 por cada 100.000 habitantes, seguido da Bélgica (86), Bolívia (68), Espanha (67) e Brasil (67).

A China (sem os territórios de Hong Kong e Macau) declarou um total de 85.384 casos (12 nas últimas 24 horas), incluindo 4.634 mortos (0 no último dia), e 80.566 curas.

A América Latina e as Caraíbas totalizavam hoje às 11:00 TMG 342. 687 mortos em 9.256.274 casos, a Europa 230.943 mortes (5.361.282 infetados), os Estados Unidos e o Canadá 214.400 mortos (7.304.693 casos), a Ásia 136.543 mortos (8.041.105 infetados), o Médio Oriente 44.991 mortes (1.953.159 casos), África 35.453 mortos (1.467.646 casos) e a Oceânia 964 mortos (31.568 infetados).

O número de casos diagnosticados só reflete, contudo, uma fração do número real de infeções. Alguns países só testam os casos graves, outros utilizam os testes sobretudo para rastreamento e muitos países pobres dispõem de limitadas capacidades de despistagem.

O balanço foi realizado a partir de dados recolhidos pelas delegações da AFP junto das autoridades nacionais competentes e de informações da Organização Mundial de Saúde.

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