A medida entra em vigor a partir de quarta-feira à meia noite, explicaram as autoridades.

A imposição de 14 dias de quarentena é tomada porque, apesar das várias medidas já impostas pelo Governo de Macau para reduzir o fluxo nas fronteiras, no domingo as fronteiras registaram mais de “46 mil entradas e saídas do território”, explicou a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura, Ao Ieong U.

Um despacho do chefe do executivo, divulgado hoje, determina que “todos os titulares do título de identificação de trabalhador não residente que pretendam entrar na RAEM [Região Administrativa Especial de Macau] e que nos 14 dias anteriores à sua entrada tenham visitado o Interior da China, necessitam de se sujeitar à observação médica por 14 dias em locais na Cidade de Zhuhai indicados pela autoridade sanitária e obter o certificado médico de não infeção”.

Só após esse certificado que comprova que a pessoa não está infetada com o novo coronavírus é que pode entrar em Macau.

As autoridades, “por motivo de interesse público, nomeadamente a prevenção, controlo e tratamento da doença, socorro e emergência”, podem dispensar “o cumprimento das medidas”, lê-se no despacho do chefe do executivo.

Durante a conferência de imprensa, as autoridades de Macau acrescentaram que caso o trabalhador não residente tenha vindo “do estrangeiro” têm também de ficar em observação médica em Macau e assumir as respetivas despesas.

No caso dos residentes de Macau, as autoridades aconselham a que estes façam quarentena durante 14 dias em casa.

Cerca de 10 mil trabalhadores não residentes e 10 mil residentes cruzam todos os dias as fronteiras, disse o secretário para a Administração e Justiça, Cheong Weng Chon.

Já os turistas provenientes da China continental não estão sujeitos a quarentena, mas as autoridades frisaram que caso o surto do novo coronavírus se agudize esta medida pode ser revista.

De acordo com os dados estatísticos, 1.400 turistas da China continental chegaram a Macau, do domingo, número considerado muito reduzido pelas autoridades, comparando com os cerca de 20.000 residentes e trabalhadores não residentes que cruzam as fronteiras diariamente.

“Neste momento, a situação epidémica está numa situação muito severa”, disse, durante a conferência de imprensa, a secretária para os Assuntos Sociais e Cultura.

O Governo de Macau anunciou ainda hoje que a partir de quarta-feira às 00:00 os casinos do território vão poder reabrir as portas, encerradas há cerca de 15 dias para evitar a propagação do surto do novo coronavírus na capital mundial do jogo.

O chefe do executivo de Macau determinou por despacho que “é levantada a medida excecional a partir das 00:00 de dia 20”, disse o secretário para a Administração e Justiça, Cheong Weng Chon.

O Governo de Macau deu aos casinos um período de 30 dias, a partir das 00:00 de dia 20 para poderem começar a abrir as portas, explicaram as autoridades de Macau.

Passados esses 30 dias, um período de transição, todos os casinos devem estar abertos, reforçou o Governo de Macau.

Por esta razão, e devido às medidas impostas relativamente aos trabalhadores não residentes, o secretário para a Economia e Finanças Lei Wai Nong, voltou a apelar aos operadores dos casinos para arranjarem alojamento em Macau para estas pessoas.

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