O primeiro-ministro anunciou a medida, que entra em vigor na sexta-feira, após uma reunião do Conselho de Ministros e referiu que se justifica por um "princípio de precaução" por causa do aumento do número de casos da variante mais contagiosa do SARS-CoV-2, que cresceram de cerca de 08% de prevalência na semana passada para cerca de 20% atualmente.

António Costa afirmou que os 15 dias de interrupção serão compensados noutro período de férias e garantiu que haverá medidas de apoio às famílias semelhantes às que vigoraram durante o primeiro confinamento de 2020, como faltas justificadas para as pessoas que tenham filhos com menos de 12 anos e não estejam em teletrabalho.

O primeiro-ministro afirmou que de acordo com as previsões epidemiológicas, os novos casos da variante britânica do novo coronavírus poderão atingir uma prevalência de "60% nas próximas semanas".

Referiu que ficarão abertas as escolas de acolhimento para as crianças com menos de 12 anos cujos pais trabalham em atividades essenciais e que as atividades de intervenção precoce e apoios para crianças com necessidades educativas especiais não terão interrupções.

Da mesma forma, todo o apoio alimentar às crianças com apoio social escolar vai continuar, disse.

António Costa declarou que a interrupção das aulas é "profundamente danosa para o processo de desenvolvimento das crianças e para o processo de aprendizagem e não é suscetível de compensação".

"Nós quisemos evitar [a interrupção] mas não a podemos evitar face à alteração do vírus", afirmou António Costa, indicando que os especialistas referem que a nova variante não afeta mais a saúde, mas "parece ter maior carga viral e uma velocidade de transmissão muito superior", por isso, "o risco de espalhar o vírus na sociedade aumentou".

"Para proteção da comunidade escolar, é importante interromper as atividades. Essa interrupção tem custos. Em vez de se interromper a atividade presencial, há mesmo uma interrupção da atividade letiva, que será compensada pelo encurtamento ou eliminação de outros períodos de interrupção que estavam previstos", designadamente férias, avançou.

"Se já foi mau num ano letivo, dois anos letivos com interrupções no processo de aprendizagem têm danos muito acrescidos. Tentámos até ao limite evitá-las", declarou.

Por isso, pretende-se que seja "de curta duração", dando tempo para medir a evolução da situação epidemiológica, e que haja uma compensação nas férias do Carnaval, Páscoa ou verão, disse.

António Costa destacou o "trabalho absolutamente extraordinário" da comunidade escolar na preparação do ano letivo vigente, em que houve um "baixíssimo número de casos em escolas" apesar de estas acolherem 1,14 milhões de alunos.

Questionado sobre a razão pela qual não determinou antes o encerramento das escolas, António Costa afirmou que se tomam medidas "m função dos dados que existem, não dos que existiram nem dos que se imagina que venham a existir".

"Há uma semana, de acordo com os dados que tínhamos, esta estirpe tinha uma prevalência reduzida. No espaço de uma semana, teve um crescimento muito significativo", indicou.

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