Em conferência de imprensa no Ministério da Saúde, Jamila Madeira afirmou que a retoma do funcionamento dos centros de saúde, interrompida e alterada por causa da pandemia, depende da garantia de condições de segurança para utentes e profissionais, admitindo que há “pontos onde existem algumas dificuldades”.

“Muitas das instalações têm fortes constrangimentos” na criação de circuitos separados para doentes com covid-19 e outros, apontou, afirmando que o Governo está a tentar arranjar “soluções concretas” em conjunto com as administrações regionais de saúde.

Segundo o Jornal de Notícias, os meios de contacto com os centros de saúde não estão a dar vazão às solicitações e a Associação de Médicos de Família estima que haja 15 mil rastreios ao cancro por fazer por causa da pandemia nos últimos três meses.

Para Jamila Madeira, há “casos não generalizados” de dificuldades e a retoma da “dinâmica de resposta da atividade assistencial, com os constrangimentos [da covid-19]” é “mais difícil”.

“Todo o esforço está a ser feito pelas entidades que organizam e pelos profissionais de saúde no sentido de acelerar a retoma. Está no terreno a ser acelerado tanto quanto possível”, indicou.

A pandemia de covid-19 já provocou mais de 544 mil mortos e infetou mais de 11,85 milhões de pessoas em 196 países e territórios, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.631 pessoas das 44.859 confirmadas como infetadas, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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