"As vacinas não têm nacionalidade" afirmou Le Drian em entrevista à emissora Europe 1.

O ministro acrescentou que se a vacina "Sputnik-V receber a aprovação" da autoridade europeia e da Alta Autoridade Sanitária, "em França não há nenhum bloqueio".

De acordo com as conclusões de um estudo publicado na revista científica The Lancet, a vacina Sputnik-V tem uma eficácia de 91,6%.

O presidente francês, Emmanuel Macron, disse na terça-feira à noite que a vacina russa só pode ser distribuída depois de o produtor apresentar um pedido de autorização à União Europeia.

"A partir do momento em que seja apresentada (a autorização), rapidamente as autoridades europeias e as nossas autoridades nacionais vão examinar cientificamente essa vacina, de forma independente, e em função dos resultados e das provas, será homologada ou não", afirmou Macron.

Também a chanceler alemã, Angela Merkel, se mostrou aberta, sob condição, à ideia de utilizar a vacina russa na Europa.

A entrevista de Le Drian surge num momento em que aumentam as tensões diplomáticas entre Moscovo e a União Europeia por causa da condenação do dirigente da oposição russa Alexei Navalny, na Rússia.

Apesar das declarações sobre a vacina russa contra o SARS CoV-2, o ministro dos Negócios Estrangeiros francês disse que os "europeus vão tirar consequências das posições" de Moscovo sobre a condenação de Navalny, assim que o chefe da diplomacia da União Europeia (UE), Josep Borrell, regressar de Moscovo.

"Na Rússia há uma situação muito grave. Há uma deriva autoritária", sublinhou Le Drian na mesma entrevista em que se referiu à vacina desenvolvidas na Rússia.

O ministro denunciou a condenação a dois anos e meio de prisão aplicada a Navalny, que sofreu "uma tentativa de assassínio" com um "produto químico russo".

O ministro reiterou o pedido ao Kremlin para que liberte o prisioneiro assim como pediu "transparência" sobre o caso de envenenamento ocorrido em 2020.

O ministro francês recordou que a União Europeia já aplica sanções contra algumas personalidades russas impedindo-as de viajar para os países do bloco europeu assim como lhes congelou os bens que têm na Europa.

Mesmo assim, Le Drian afirmou que é preciso "salvaguardar canais de diálogo com a Rússia" porque é "um país vizinho".

Questionado sobre o projeto de gasoduto entre a Rússia e a Alemanha, através do Báltico, a que se opõem firmemente os Estados Unidos e vários países europeus de leste, o chefe da diplomacia francesa disse que Paris está a discutir com Berlim "de forma serena" sublinhando que se trata de uma "questão de soberania europeia".

Questionado sobre se a Alemanha tem de abandonar o projeto, Le Drian respondeu que não quer imiscuir-se em questões que são da "responsabilidade dos alemães".

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