Desde o início da pandemia, Portugal contabilizou 3.250 mortes associadas à COVID-19 e 204.664 casos de infeção, de acordo com o boletim epidemiológico da Direção-Geral da Saúde (DGS) hoje divulgado.

Portugal registou esta sexta-feira o maior número de casos diários de COVID-19, depois deste máximo ter sido atingido a 7 de novembro, quando foram contabilizados 6.640 infeções. Em relação a ontem, registaram-se mais 69 óbitos, 6.653 infetados e 3.693 recuperados. Ao todo há já 117.382 casos de recuperação assinalados em território nacional.

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A região Norte de Portugal, com 4.061 novas infeções, é a área do país com maior incidência de novos casos (61%).

relatório da situação epidemiológica, com dados atualizados até às 24h00 de ontem, indica que a região Norte é a que regista o maior número de mortes acumuladas relacionadas com o vírus SARS-CoV-2, com 1.491 óbitos (+32 do que ontem), seguida de Lisboa e Vale do Tejo (1.233 +27), Centro (403 +8) e Alentejo (74 +1). Pelo menos 32 (+1) mortes foram registadas no Algarve. Há 15 (=) mortes contabilizadas nos Açores. Na Madeira registam-se dois óbitos (=) associados à doença.

Em todo o território nacional, há 2.799 doentes internados (um novo recorde), mais cinco que ontem, e 388 em unidades de cuidados intensivos (UCI), mais cinco do que na quinta-feira.

De acordo com o boletim da DGS sobre a situação epidemiológica, existem 84.032 casos ativos da infeção em Portugal – mais 2.891 que ontem - e 90.425 pessoas em vigilância pelas autoridades - mais 750.

Imagem do boletim da DGS
Imagem do boletim da DGS

A região Norte é a área do país com maior número de infeções acumuladas, com 101.685 (+4.061), seguida da região de Lisboa e Vale do Tejo (75.014 +1.733), da região Centro (19.134 +626), do Alentejo (3.855 +114) e do Algarve (3.801 +86). Na Madeira existem 614 (+14) casos confirmados e nos Açores 561 (+19).

A DGS continua sem divulgar pela segunda semana consecutiva os dados relativos aos concelhos, explicando no boletim que os indicadores relativos aos novos casos a nível concelhio estão a ser reformulados.

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Faixas etárias mais atingidas

O maior número de óbitos concentra-se entre as pessoas com mais de 80 anos, com 2.188 (+43) mortes registadas desde o início da pandemia, seguidas das que tinham entre 70 e 79 anos (644 +15), entre 60 e 69 anos (279 +9), entre 50 e 59 anos (99 +2) e 40 e 49 anos (30 =).

Os dados indicam ainda que, do total das vítimas mortais, 1.662 são do sexo masculino e 1.588 do feminino.

A faixa etária entre os 40 e os 49 anos é a que tem maior incidência de casos, contabilizando-se um total de 34.308 casos (+1.197), seguida da faixa etária entre os 20 e os 29 anos, com 33.913 (+1.050), e da faixa etária dos 30 e os 39 anos, com 32.217 (+938).

Os dados indicam ainda que, desde o início da pandemia, houve 92.678 homens infetados e 111.986 mulheres, sendo que se desconhece o sexo de 247 casos.

Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje
Quadro resumo dos dados epidemiológicos de hoje créditos: SAPO

A COVID-19, causada pelo novo coronavírus SARS-CoV-2, é uma infeção respiratória aguda que pode desencadear uma pneumonia.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

Recomendações da DGS

A DGS acompanha a situação da expansão do novo coronavírus e recomenda:

  • Em Portugal, caso apresente sintomas de doença respiratória e tenha viajado de uma área afetada pelo novo coronavírus, as autoridades aconselham a que contacte a Saúde 24 (808 24 24 24). Caso se dirija a uma unidade de saúde deve informar de imediato o segurança ou o administrativo.
  • Evitar o contacto próximo com pessoas que sofram de infeções respiratórias agudas; evitar o contacto próximo com quem tem febre ou tosse;
  • Lavar frequentemente as mãos, especialmente após contacto direto com pessoas doentes, com detergente, sabão ou soluções à base de álcool;
  • Lavar as mãos sempre que se assoar, espirrar ou tossir;
  • Evitar o contacto direito com animais vivos em mercados de áreas afetadas por surtos;
  • Adotar medidas de etiqueta respiratória: tapar o nariz e boca quando espirrar ou tossir (com lenço de papel ou com o braço, nunca com as mãos; deitar o lenço de papel no lixo);
  • Evitar o consumo de produtos de animais crus, sobretudo carne e ovos;
  • Seguir as recomendações das autoridades de saúde do país onde se encontra.

Último balanço mundial

A pandemia do novo coronavírus matou pelo menos 1.294.539 pessoas no mundo desde que a OMS relatou o início da doença em dezembro, segundo um levantamento realizado pela agência de notícias AFP de fontes oficiais às 11:00 de hoje. Mais de 52.775.840 casos de infeções pelo SARS-CoV-2 foram oficialmente diagnosticados desde o início da pandemia, dos quais pelo menos 34.033.100 pessoas já foram consideradas curadas.

Este número de casos diagnosticados, contudo, reflete apenas uma fração do número real de infeções. Alguns países testam apenas os casos graves, outros priorizam o teste para rastreamento e muitos países pobres têm uma capacidade limitada para testar. Na quinta-feira, foram registados 9.921 novos óbitos e 608.625 novos casos no mundo.

Os países que registaram o maior número de mortes nos seus relatórios mais recentes são os Estados Unidos com 1.512 mortes, Brasil (908) e Itália (636).

Os Estados Unidos são o país até agora mais afetado em termos de mortes e casos, com um total de 242.435 mortes em 10.555.469 casos, de acordo com o levantamento realizado pela Universidade Johns Hopkins. Pelo menos 4.051.256 pessoas já foram declaradas curadas.

Depois dos Estados Unidos, os países mais afetados são o Brasil com 164.281 mortes e 5.781.582 casos, a Índia com 128.668 mortes (8.728.795 casos), o México com 97.056 mortes (991.835 casos) e o Reino Unido com 50.928 mortes (1.290.195 casos).

Entre os países mais atingidos, a Bélgica é o que tem o maior número de mortes em relação à sua população, com 120 mortes por 100.000 habitantes, seguida do Peru (106), Espanha (87), Brasil (77).

A China (excluindo os territórios de Hong Kong e Macau) contabilizou oficialmente um total de 86.307 casos (8 novos entre quinta-feira e hoje), 4.634 mortes e 81.279 pessoas curadas da doença.

A América Latina e as Caraíbas tinham um total de 419.270 mortes para 11.885.876 casos hoje às 11:00, a Europa 326.527 mortes (13.904.462 casos), os Estados Unidos e Canadá 253.189 mortes (10.835.945 casos), a Ásia 180.371 mortes (11.320.972 casos), o Médio Oriente 67.695 mortes (2.862.682 casos), a África 46.546 mortes (1.935.915 casos) e a Oceania 941 mortes (29.988 casos).

Esta avaliação foi realizada com base em dados recolhidos pelos escritórios da AFP junto das autoridades nacionais competentes e informações da Organização Mundial de Saúde (OMS).

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