O teto ruiu durante o ciclone Idai, em 2019, e foi reparado de urgência com apoios da organização não-governamental para o desenvolvimento (ONGD) portuguesa Health4MOZ.

No entanto, a falta de manutenção e outras obras feitas posteriormente estão a provocar infiltrações, de acordo com a construtora Constrol, que fez a reabilitação.

Imagens da água a cair dentro do edifício foram parar às redes sociais, com a chuva a jorrar das condutas elétricas da iluminação, no teto.

Depois da intempérie de quarta-feira, dia 11, a atividade do bloco “ficou meio paralisada”, disse fonte do hospital à Lusa.

Ainda assim, a paragem não durou “por muito tempo”, concluiu, sem mais detalhes.

O bloco foi reaberto sete meses após o Idai, numa ação promovida pela Health4MOZ que atua na área da saúde desde 2013 em Moçambique.

A reconstrução custou 400 mil euros e os municípios do Porto e Coimbra contribuíram com 100 mil euros cada, sendo o restante valor entregue pela ONGD, resultado das doações da sociedade civil.

Contactada pela Lusa, a Health4MOZ prestou esclarecimentos com base em informações contidas num relatório da Constrol enviado para as autoridades moçambicanas após o incidente da última semana.

Segundo refere, “a situação ocorrida no dia 11 não tem como causa primordial qualquer fragilidade intrínseca ao edifício do bloco cirúrgico”.

“Antes sim, resultou de uma inadequação da drenagem de águas resultantes das obras recentemente realizadas em edifício contíguo (berçário), da responsabilidade de outra instituição, bem como da ausência de manutenção”, nomeadamente, limpeza dos escoamentos, detalha.

A construtora alerta para o facto de, se não houver uma correção na drenagem das obras recentes, “esta situação voltará a ocorrer”.

A Ordem dos Engenheiros de Moçambique pede, em comunicado enviado hoje à Lusa, que se faça uma auditoria, “não sendo este um caso único de falhas em obras públicas, para apurar responsabilidades, desde o dono da obra ao empreiteiro”.

Os resultados deverão ser divulgados publicamente, acrescenta.

A organização recorda o caso das infiltrações no auditório da nova filial do Banco de Moçambique em Chimoio, capital provincial de Manica, centro, obra da Soares da Costa, espaço dentro do qual choveu um dia depois de ser inaugurado pelo Presidente da República, Filipe Nyusi, em outubro.

O Hospital Central da Beira é um dos mais importantes do sistema público do país depois da capital, Maputo, e é uma unidade de referência na região centro onde vivem cerca de nove milhões de pessoas – um terço da população moçambicana.

Na cidade da Beira, o complexo hospitalar foi um dos mais afetados pelo ciclone Idai, que atingiu o centro de Moçambique em março de 2019, provocando 604 mortos e afetando cerca de 1,5 milhões de pessoas.

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