"Os primeiros 144 ventiladores novos de uma encomenda de cerca de 1.500 chegam amanhã [domingo], resultado de aquisição e doação", disse a ministra, lembrando estarem em lista de espera para entrega "1.298 ventiladores invasivo e 140 não invasivos".

Marta Temido esclareceu que deste total de ventiladores, "alguns correspondem a doações", desde a EDP, GALP, Comunidade Israelita de Lisboa, e também de particulares, existindo igualmente "compras concretas da administração central do sistema de saúde e algumas de instituições do Serviço Nacional de Saúde, que fizeram encomendas específicas".

"Aquilo que estamos a receber é aquilo que vai sendo disponibilizado para entrega, e os 144 ventiladores chegam amanhã [domingo]. Sabemos que o voo estava a sair do local de origem, podemos ver imagens de embarque e esperamos que tudo chegue de acordo cm as encomendas realizadas", frisou.

Marta Temido reconheceu ainda que o ministério tem a perceção de que o mercado de equipamento, de equipamento de proteção individual e de reagentes "está a funcionar num contexto de grande pressão e enorme agressividade".

À pergunta do jornalista que questionou sobre os desvios de material que têm ocorrido, a ministra afirmou ter nota da situação, mas manteve a convicção de conseguir "na linha de doação e compra todos os equipamentos em falta".

Marta Temido garantiu também que a última entrega dos 500 ventiladores estão agendadas "para meados de abril".

A ministra lembrou ainda estar “empenhada em reforçar os meios humanos ao nível da medicina intensiva”, tendo sido constituída uma Comissão de Acompanhamento da Resposta Nacional em Medicina Intensiva.

Marta Temido deu conta que a comissão será presidida por João Gouveia e terá como vice-presidente José Artur Paiva, e um coordenador para cada região.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou mais de 1,2 milhões de pessoas em todo o mundo, das quais morreram perto de 60 mil.

Em Portugal, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, registaram-se 266 mortes, mais 20 do que na véspera (+8,1%), e 10.524 casos de infeções confirmadas, o que representa um aumento de 638 em relação a sexta-feira (+6,5%).

Dos infetados, 1.075 estão internados, 251 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 75 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até ao final do dia 17 de abril, depois do prolongamento aprovado na quinta-feira na Assembleia da República.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 de março o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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