"Se isto aumentar muito, não vamos ter capacidade de resposta", disse Maria Luísa, em declarações à Lusa.

Segundo a responsável, no domingo um utente acusou positivo, estando desde então internado no Hospital de Braga.

Desde então, mais três utentes, todos com mais de 80 anos, também acusaram positivo, estando em isolamento no asilo.

A instituição acolhe 106 utentes e tem cerca de 70 funcionários.

Já foram realizados testes de despistagem a 60 pessoas, o mesmo devendo acontecer "a todo o momento" às restantes.

"A situação é, naturalmente, muito preocupante, mas vamos ver no que dão os testes. Se ficarmos por aqui, conseguimos manter o lar em funcionamento, mas se isto aumentar muito não vamos ter capacidade de resposta", reiterou Maria Luísa.

Entretanto, os funcionários vão-se revezando semanalmente.

O novo coronavírus, responsável pela pandemia da covid-19, já infetou perto de 428 mil pessoas em todo o mundo, das quais morreram mais de 19.000.

Depois de surgir na China, em dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde (OMS) a declarar uma situação de pandemia.

Em Portugal, há 43 mortes, mais 10 do que na véspera (+30,3%), e 2.995 infeções confirmadas, segundo o balanço feito hoje pela Direção-Geral da Saúde, que regista 633 novos casos em relação a terça-feira (+26,8%).

Dos infetados, 276 estão internados, 61 dos quais em unidades de cuidados intensivos, e há 22 doentes que já recuperaram.

Portugal, onde os primeiros casos confirmados foram registados no dia 02 de março, encontra-se em estado de emergência desde as 00:00 de 19 de março e até às 23:59 de 02 de abril.

Além disso, o Governo declarou no dia 17 o estado de calamidade pública para o concelho de Ovar.

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