Maria Amélia Ferreira, diretora da Faculdade de Medicina e porta-voz do CUME, considerou hoje que este centro “é o casamento de duas instituições que há muito vivem em união de facto”.

Também o presidente do Conselho de Administração do Centro Hospitalar São João, António Ferreira, disse que o CUME “é o zénite de uma parceria com mais de meio século, iniciada em 1959 com a inauguração do edifício partilhado desde então pela Faculdade e pelo Hospital”.

Criado através da portaria 294/2015, de 18 de setembro, o consórcio vai “operacionalizar-se com atividade e projetos concretos”, acrescentou a responsável, apontando como principais objetivos do CUME “estimular a colaboração entre as duas instituições em domínios como o desenvolvimento de projetos colaborativos de investigação, a modernização e qualificação da educação médica, o aprofundamento do investimento em áreas estratégicas, potenciando a “racionalização e maximização da utilização dos recursos humanos, financeiros e tecnológicos".

A portaria refere que a Faculdade e o Hospital “partilham entre si a realização de projetos de investigação que contam com a participação de docentes/investigadores e clínicos, em número crescente na área da investigação translacional, com especial realce para projetos de grande envergadura e de interesse comum: Centro Europeu de Medicina Translacional, Centro de Simulação Biomédica e o Centro de Investigação Clínica”.

Amélia Ferreira salientou que o CUME é uma “nova marca” que tem também em curso uma parceria com o hospital La Paz, em Madrid, Espanha.

De acordo com a portaria, “a crescente competitividade existente nas áreas dos serviços de saúde, ensino médico e investigação clínica, em conjunto com a procura de excelência nos processos seguidos nestes domínios, e o impacto das tecnologias de informação que elimina muitos constrangimentos e que alarga as possibilidades de cooperação interinstitucional (…), determinam uma transformação na forma clássica de organização e funcionamento nas estruturas de ensino, assistência e investigação”.

“A experiência das últimas décadas mostra que atividade assistencial, ensino e investigação são indissociáveis e que a sua conjugação é hoje uma condição obrigatória para o sucesso de qualquer instituição que tenha como objetivo desenvolver cuidados médicos de excelência e de elevada diferenciação”, acrescenta o documento, assinado pelos anteriores ministros da Educação e Saúde, Nuno Crato e Paulo Macedo, respetivamente.

Este consórcio poderá ser alargado a outra entidades públicas que prossigam atividades de ensino, investigação e desenvolvimento.

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