Segundo Américo Afonso, que falava em conferência de imprensa no final de uma visita ao CHMA do presidente da Câmara de Famalicão, em lista de espera para uma consulta de oftalmologia estavam, em 2013, cerca de 6000 doentes.

Para combater esta situação, o CHMA, que integra os hospitais de Santo Tirso e Vila Nova de Famalicão, contratou entretanto dois novos oftalmologistas, um dos quais entrou em funções em 2014 e o outro agora.

Atualmente, e segundo os responsáveis do CHMA, os tempos de espera para aquela consulta já são inferiores a um ano, mas a aposta é que, até finais de 2015, esse tempo se fixe no máximo em 90 dias.

“A consulta de oftalmologia é o caso mais crítico em termos de listas de espera”, adiantou Américo Afonso.

Já quanto às cirurgias da mesma especialidade, o administrador do CHMA afirmou que são todas realizadas dentro dos prazos máximos recomendados.

Garantiu que nenhum doente do CHMA teve de ser transferido para outra unidade para ser operado aos olhos.

“Quando se trata de uma cirurgia urgente, ela é realizada em 72 horas”, adiantou.

O CHMA pode vir a ser extinto, já que decorrem negociações para a transferência da gestão do hospital de Santo Tirso para a Santa Casa da Misericórdia local.

Uma eventualidade que não preocupa o presidente da câmara de Famalicão, Paulo Cunha, que se manifestou convicto de que o hospital do concelho “não terá nada a perder”.

Cunha adiantou que foi precisamente aquando da criação do CHMA, em 2007, que o hospital de Famalicão ficou a perder, “ao ser colonizado pela metrópole Santo Tirso”.

“Não faz qualquer sentido a preocupação de Famalicão poder perder valências com o fim do CHAM. Pelo contrário, se calhar até vai ganhar”, acrescentou o autarca.

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