“Temos 102 camas e 96 doentes em internamento”, disse Ruben Almeida, acrescentando que, ao nível da consulta e do ambulatório, “o CRN tem crescido de acordo com a chegada dos equipamentos (em agosto/setembro de 2014) e das condicionantes dos recursos humanos”.

Em 2014, o CRN realizou 2.364 consultas, registou 19.842 diárias e tratou em fisiatra (internamento e ambulatório) 1.568 pessoas.

Estes doentes chegaram ao CRN, localizado em Gaia, distrito do Porto, “de quase todo o país”, sendo que os centros hospitalares do Porto e do S. João foram os que mais pessoas encaminharam para aquela instituição de saúde, com 35 e 38 doentes, respetivamente.

“No total, 168 doentes foram transferidos diretamente dos hospitais de agudos para o CRN”, precisou Ruben Almeida, na sessão comemorativa do 1.º aniversário da instituição de saúde que é gerida pela Santa Casa da Misericórdia do Porto (SCMP).

São casos de acidentes vascular cerebrais (AVC) que mais chegaram ao CRN, seguindo-se doentes com lesões medulares (65 casos) e lesões no cérebro (41 casos).

Já a demora média de internamento dos doentes fixou-se em 53 dias, “abaixo dos 55 dias” estabelecidos como objetivo em protocolo.

Segundo Ruben Almeida, a “produção do CRN começou a crescer a partir de setembro, com o aumento do pessoal, o que permitiu dar um salto em termos do número de doentes em ambulatório e internamento”.

Sobre quanto aos recursos humanos, Ruben Almeida explicou que o CRN necessita de mais fisiatras no seu quadro, mas que a questão está tratada e apenas se aguarda que “a administração pública os ceda ao abrigo da mobilidade”.

Segundo o provedor da SCMP, António Tavares, fez também um “balanço positivo”, lembrando, contudo, que quando a Santa casa chegou ao edifício ainda “não havia pessoas nem equipamentos”.

“Hoje está a cumprir a sua missão”, referiu.

Para este ano, o diretor clínico referiu a aposta na reabilitação neuropsicológica, “que tem pouca resposta no país”.

Também o laboratório de biomecânica, que “permite ver defeitos na marcha dos doentes e quais os seus músculos deficitários”, e a reabilitação da disfasia, em especial os “problemas de deglutição”, são outras apostas.

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