O despacho que em 2016 foi publicado em Diário da República pelo gabinete do secretário de Estado Adjunto e da Saúde prevê um programa-piloto em oito hospitais públicos no Grande Porto, em Coimbra e Lisboa para a "introdução progressiva de incentivos à colocação de próteses que permitam a reabilitação oral" dos doentes.

8 comportamentos que estragam os seus dentes
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No entanto, segundo Ana Castro, presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, "há centenas de pessoas à espera" que este despacho seja cumprido.

O programa visa doentes que perderam os dentes devido a tratamentos a cancros na cabeça e pescoço.

"No Centro Hospitalar do Porto e no de Gaia/Espinho nenhum médico conseguiu ainda colocar uma prótese dentária” e, só ali, há “mais de 100 pessoas à espera", denuncia Ana Castro ao JN.

Hospitais sem orientações

De acordo com a presidente do Grupo de Estudos de Cancro da Cabeça e Pescoço, em causa está a dificuldade em "operacionalizar o que está acordado", nomeadamente porque os hospitais que têm de acompanhar cada caso não sabem onde adquirir as próteses ou como fazer esse procedimento.

"Os hospitais já pediram esclarecimentos ao Ministério, mas ainda não sabem", reforça Ana Castro.

Os tratamentos contra o cancro obrigam com frequência a que seja necessário extrair os dentes aos pacientes ou os próprios dentes ficam estragados com a terapia.

Ana Castro considera ser “urgente” desbloquear o problema das próteses para melhorar a qualidade de vida dos doentes, até porque são caras e os pacientes necessitam de apoio.

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