A Sociedade Portuguesa de Oncologia (SPO) e a multinacional farmacêutica Sanofi premiaram um estudo na área do cancro do ovário desenvolvido por uma equipa de investigadores do IPO do Porto que analisou a interferência de uma molécula inflamatória com o prognóstico desta patologia, o tumor mais letal nas mulheres.

Dânia Marques, uma das investigadoras, explica que o estudo “conduzido no IPO do Porto, juntamente com o grupo de oncologia molecular, foi retrospetivo em termos de colheita e reunião de dados e demorou um ano a ser feito, tendo estudado uma molécula inflamatória associada ao desenvolvimento do carcinoma epitelial, da qual foram encontradas duas variantes genéticas.”

O estudo desta molécula inflamatória que contribui para a formação de novos vasos que alimentam o tumor “serve para percebermos se esta variação genética tem impacto ao nível da doença em termos de prognóstico, de sobrevivência e em termos de resposta às terapêuticas que se fazem”, afirma a investigadora.

As conclusões do estudo apontam para a existência de uma relação entre essas moléculas e a sobrevivência, mas este precisa de ser desenvolvido para encontrar mais respostas ao nível das respostas a determinadas terapêuticas. Dânia Marques refere que os 15 mil euros do prémio contribuirão para que o grupo prossiga com o trabalho de investigação nesta área, que pode ainda dar mais frutos.

Recorde-se que o “Prémio Sanofi Oncologia” foi criado em 2005 e tem como objectivo incentivar a investigação, destacando o melhor trabalho desenvolvido em Portugal na área da oncologia. Na edição de 2011 foram avaliados seis estudos.

28 de novembro de 2011

@Lusa

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