
O "Cama Solidária", lançado pela agência de comunicação 'uppOut', propõe que por todo o país autocaravanas, emprestadas por qualquer pessoa a profissionais de saúde e a quem está à espera nos hospitais e centros de saúde, sirvam como locais de descanso e de abrigo do inverno.
Os proprietários das autocaravanas só precisam de ir ao site - www.camasolidaria.pt -, indicar qual a disponibilidade da sua autocaravana e a região onde se encontra, anunciou em comunicado a agência.
"Para emprestar as autocaravanas há duas opções, porque as pessoas com quem já falámos têm receio por ser um veículo caro. Estão a pedir que elas próprias levem o veículo ao local e que depois fique um voluntário a tomar conta. Na outra opção são os próprios voluntários que vão buscar as autocaravanas e as colocam à frente dos hospitais e centros de saúde", explica o criador da iniciativa, Ricardo Paiágua.
Serão cerca de 200 voluntários a receber as autocaravanas, a "tomar conta delas" e a tratar da desinfeção, acrescentou, garantindo que o primeiro "teste" da iniciativa será num hospital, ainda por escolher, em Lisboa.
O movimento "Cama Solidária" surge na sequência de vários relatos de filas de ambulâncias à porta dos hospitais, de profissionais de saúde exaustos e de salas de espera lotadas, refere o comunicado.
A agência de comunicação 'uppOut' adianta que tem milhares de voluntários espalhados pelo país que, em 2020, trabalharam em outros projetos de cariz social para fazer face a dificuldades geradas pela COVID-19, tais como "Acolhe um herói", "Acolhe uma refeição", "Acolhe um trabalho", "Acolhe um empresário", que permitiram o contacto com uma comunidade médica que agora informará os locais a necessitar de autocaravanas.
A pandemia de COVID-19 provocou, pelo menos, 2.474.437 mortos no mundo, resultantes de mais de 111 milhões de casos de infeção, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.
Em Portugal, morreram 16.086 pessoas dos 799.106 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.
A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.
Com Lusa
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