A Bolsa de Valores de Shenzhen anunciou a isenção do pagamento de três taxas a todas as empresas cotadas no mercado, estendendo assim uma medida que já era aplicada às companhias com sede nas províncias de Shaanxi, Henan e Tianjin, segundo a agência oficial chinesa Xinhua.

Esta decisão soma-se às isenções, anunciadas na quinta-feira, pelas bolsas de valores de Xangai e Pequim, para empresas de Shenzhen, Mongólia Interior, Guangdong, Jilin e Xangai, algumas das áreas mais afetadas pelos surtos das últimas semanas, que levaram o número de novas infeções a voltar a níveis só vistos no início de 2020.

Estimativas iniciais, que apenas levaram em conta as isenções das taxas da Bolsa de Valores de Pequim e da Bolsa Nacional de Ações chinesa (para pequenas e médias empresas), indicam que as empresas poderão poupar mais de 45 milhões de yuan (6,4 milhões de euros).

As empresas que se listem este ano poderão também beneficiar das mesmas isenções.

Na quarta-feira, o Governo chinês tentou tranquilizar os investidores com a promessa de mais apoio ao setor imobiliário, empresas do setor digital e empresários em dificuldades, depois de as firmas do país registarem fortes perdas em bolsa.

O primeiro-ministro chinês, Li Keqiang, disse na semana passada que o Governo espera gerar até 13 milhões de novos empregos este ano, para ajudar a reverter uma crise económica.

Analistas dizem que o Partido Comunista provavelmente terá dificuldades para cumprir a sua meta oficial de crescimento económico, de 5,5%, a menor desde a década de 1990.

A Comissão Nacional de Saúde da China confirmou hoje a deteção de 1.737 novos casos de covid-19 nas últimas 24 horas, 1.656 deles por contágio local.

O número mantém a tendência de queda iniciada há três dias, altura em a China registou 3.507 casos na última terça-feira, o número mais alto desde o início de 2020.

As províncias com o maior número de casos de transmissão comunitária foram Jilin (nordeste, 1.191), Fujian (sudeste, 158), Shandong (leste, 51) e Guangdong (sudeste, 51).

A covid-19 provocou pelo menos 6.011.769 mortos em todo o mundo desde o início da pandemia, segundo um balanço da agência France-Presse.

A doença é provocada pelo coronavírus SARS-CoV-2, detetado no final de 2019 em Wuhan, cidade do centro da China.

A variante Ómicron, que se dissemina e sofre mutações rapidamente, tornou-se dominante no mundo desde que foi detetada pela primeira vez, em novembro, na África do Sul.

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