Entre as alterações às medidas hoje adotadas pelas autoridades belgas após uma reunião do Conselho Nacional de Segurança conta-se o fim da interdição de viagens desde as “zonas vermelhas” — classificadas como de alto risco de contágio -, que é substituída por uma recomendação a “desaconselhar fortemente” esses destinos, acompanhada de uma ‘quarentena’ de sete dias, com um teste ao quinto.

Com a reinclusão da área metropolitana de Lisboa e da região centro na [nova] “lista vermelha”, que entrará em vigor já na sexta-feira, 25 de setembro, quem chegue a território belga oriundo destas regiões – e tencione permanecer mais de 48 horas -, terá de realizar um teste de despistagem e submeter-se a quarentena.

A Bélgica era o único Estado-membro a proibir viagens de zonas de alto risco dentro da UE, tendo decidido hoje abolir esta proibição em nome da “harmonização das regras ao nível europeu”, num momento em que a Comissão Europeia tenta que os Estados-membros adotem regras comuns e harmonizadas em tudo o que afete a livre circulação dentro do espaço comunitário.

A alteração mais visível às regras em curso na Bélgica para conter a propagação da covid-19 hoje anunciada é contudo o facto de a utilização de máscara deixar de ser obrigatória ao ar livre na região de Bruxelas.

Em vigor desde 12 de agosto passado, a obrigatoriedade de utilizar uma máscara de proteção a todo o momento passa a aplicar-se apenas a locais fechados (como estabelecimentos comerciais, cinemas e transportes públicos) ou áreas ao ar livre com uma grande aglomeração de pessoas.

As novas regras surgem paradoxalmente numa altura em que os casos de covid-19 continuam a ‘disparar’ na Bélgica, que na última semana registou uma média de 1.374 casos diários (mais 60% que na semana anterior), e assiste a um aumento contínuo das hospitalizações, com 18 dias consecutivos de subida.

Nos últimos 14 dias, a Bélgica registou uma média de 132,3 casos por cada 100 mil habitantes, o que representa a sexta maior taxa de positivos na UE, superada apenas por Espanha (314,8), República Checa (218,6), França (197,8), Luxemburgo (169,7) e Malta (144), de acordo com dados do Centro Europeu de Controlo e Prevenção de Doenças.

A pandemia de covid-19 já provocou pelo menos 971.677 mortos e mais de 31,6 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP.

Em Portugal, morreram 1.928 pessoas dos 70.465 casos de infeção confirmados, de acordo com o boletim mais recente da Direção-Geral da Saúde.

A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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