Uma das principais agências de saúde pública do mundo, o Centro de Controlo e Prevenção de Doenças (CDC na sigla em inglês) dos Estados Unidos teve a necessidade de emitir um alerta à população, embora para algumas pessoas a informação veiculada possa parecer óbvia.

"Estamos a falar [neste tema] porque as pessoas fazem isto: não lavem nem reutilizem #preservativos. Use um novo em cada ato #sexual", publicou a agência, ligada ao Departamento de Saúde e Serviços Humanos do Governo na sua conta no Twitter.

Os CDC também divulgaram um link para uma página (em inglês) com informações sobre como usar preservativos masculinos e femininos e a sua eficácia na prevenção de doenças sexualmente transmissíveis (DST), escreve a BBC.

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O órgão não explica exatamente o que motivou o alerta, embora a imprensa americana especule que a medida possa estar ligada ao crescente número de novos casos de DST no país.

Maior registo de casos de DST de sempre

Em 2016, foram registados dois milhões de casos de gonorreia, clamídia e sífilis, o maior número de infeções sexualmente transmissíveis desde que há registo.

"Enquanto todas essas três DST podem ser curadas com antibióticos, se não são diagnosticadas e tratadas, podem trazer sérias consequências à saúde, como infertilidade, gravidez ectópica (gravidez anormal fora do útero), morte do feto e um risco aumentado de transmissão de VIH/Sida", alerta o site do CDC.

Sabe mesmo usar o preservativo?

Em 2013, uma revisão de estudos científicos identificou 14 erros comuns na utilização do preservativo.

A reutilização deste método contracetivo foi identificado em quatro estudos diferentes. Entre 1,4% a 3,3% dos participantes das investigações relataram ter tido esta prática pelo menos uma vez.

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Reutilizar um preservativo aumenta as hipóteses de rebentamento do mesmo e, mesmo que o lave, tal não elimina a possibilidade de conter vírus, bactérias ou esperma.

Entre outras falhas frequentemente relatadas estão colocar o preservativo durante o ato sexual e não antes de o iniciar, tirá-lo antes da ejaculação ou não o desenrolar por completo. Não apertar a ponta do mesmo para tirar o ar, não verificar o seu bom estado ou colocá-lo do avesso são outros dos erros relatados.

O uso correto e constante de preservativos reduz em 80% ou mais risco de uma pessoa ser infetada com DST, como o VIH/Sida, alerta a Organização Mundial da Saúde (OMS).

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