A meta de 70% é considerada fundamental para poder controlar a pandemia, lembrou o escritório regional para a África da Organização Mundial da Saúde (OMS) na sua conferência de imprensa habitual online.

No entanto, até 13 de dezembro, somente 20 países africanos vacinaram pelo menos 10% da sua população, outros seis apenas 40% e somente dois (os arquipélagos de Mauricio e Seychelles) 70%.

"Ao ritmo atual, a OMS calcula que terá que esperar até maio de 2022 para que haja uma cobertura de 40% da população vacinada em África e 70% em agosto de 2024", indicou a OMS-África em comunicado.

"Mas ainda podemos salvar muitas vidas se acelerarmos o ritmo da vacinação no início de 2022", afirmou a sua diretora, Matshidiso Moeti.

A OMS-África também destacou que durante a semana passada registou um aumento de 83% de novos casos de COVID-19, causado pela variante Ómicron, detectada pela primeira vez na África do Sul a 24 de novembro.

África está a sofrer uma quarta onda da pandemia.

"A quantidade de novos casos duplica a cada cinco dias, sendo este o índice de maior rapidez registado desde o início do ano", acrescenta, embora observe "menos mortes" em relação aos surtos anteriores. "Inclusive, o número de mortes caiu 19% em relação à semana anterior", destaca a organização.

"Acreditamos, com um otimismo prudente, que a quantidade de mortes e casos graves continuarão a ser baixos nesta nova onda, mas o ritmo lento da vacinação em África sugere que serão muito mais elevados do que deveriam", explicou a doutora Moeti.

No total, foram reportados mais de 2.700 casos da variante Ómicron em 59 países do mundo, incluindo 11 africanos, que representam 33% do número global de casos, de acordo com a OMS.

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