Uma vez que não depende do reconhecimento da superfície das proteínas do vírus da imunodeficiência humana (VIH), que se vai alterando para evitar que os anticorpos o reconheçam, se liguem e o matem, para se unir a ele, o anticorpo N6, descoberto por investigadores do US National Institutes of Health, nos EUA, consegue neutralizar 98% das variantes da estirpe mais comum do vírus, incluindo 16 das 20 mais resistentes a anticorpos. De acordo com a descoberta, o anticorpo N6 liga-se ao vírus e bloqueia-o, impedindo que este se ligue às células imunitárias.

No futuro, graças ao dinamismo do anticorpo N6, os cientistas esperam reformulá-lo para tratar e prevenir as infeções do VIH. A novidade surge numa altura em que David Knox, um médico da Maple Leaf Medical Clinic, em Toronto, no Canadá, veio a público confirmar o caso de um homem de 43 anos que contraiu o VIH apesar de estar a tomar medicação preventiva, um fármaco chamado Truvada, desde abril de 2013, o que surpreendeu os clínicos, avança o New England Journal of Medicine.

«A percentagem de resistência elevada ao Truvada continua a ser muito baixa. É de menos de um por cento nas pessoas que vivem com sida», afirma, contudo, Greg Millett, vice-presidente e diretor de políticas públicas da amfAR, The Foundation for AIDS Research, uma fundação que acompanha o desenvolvimento do combate à doença. «Não tenho receio que estejamos perante o início de uma grande onda de fármacos resistentes ao HIV», acrescenta ainda o especialista.

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