Esta patologia assume-se, atualmente, como a causa mais comum de perda de visão em pessoas acima dos 55 anos, de acordo com a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO).

Todos os anos surgem cerca de 50.000 novos casos da doença e a consequência mais grave pode ser a cegueira.

O tratamento com cura total é ainda difícil, e até mesmo impossível, nas formas mais tardias da doença. Para que os tratamentos atuais possam ser eficazes, é essencial um diagnóstico precoce, mas um estudo recente acaba de demonstrar que as medicinas alternativas podem dar uma resposta mais eficaz que as medicinas ocidentais.

Divulgado pelo Centro de Terapias Chinesas, este estudo realizado durante um ano - e que envolveu 42 doentes com idade média de 77 anos - acaba de provar que a estimulação de microcorrente em pontos de acupuntura à volta dos olhos, pode melhorar a acuidade visual de doentes com degenerescência macular de retina.

Após três meses de tratamento diário, duas a 3 vezes ao dia, 86% dos doentes mostraram uma significativa melhoria na acuidade visual, igual ou superior a 2 linhas, e 7% dos doentes, melhorias correspondentes a uma linha.

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"A doença tem um significativo impacto na vida do doente e da sua família e constitui um encargo enorme, em termos económicos, para os sistemas de saúde, pelo que o seu diagnóstico precoce é de extrema importância. No entanto, na maioria dos casos, a degenerescência macular afeta apenas um dos olhos. O outro olho acaba por compensar a perda de visão, e o doente não se apercebe da doença, o que atrasa o seu diagnóstico, e consequentemente, diminui a possibilidade de eficácia dos tratamentos ocidentais", explica Wenqian Chen, diretora do Centro de Terapias Chinesas.

"Através deste estudo mais recente, comprovamos que as terapias alternativas podem, e devem, constituir uma alternativa de tratamento credível para este problema que pode levar a uma cegueira irreversível", defende.

Estima-se que 30% da população com mais de 70 anos terá lesões em 5 anos e que a progressão da doença assume uma forma rápida acima dos 80 anos. A forma grave mais frequente é a DMI seca, que afeta cerca de 90% das pessoas e não tem tratamento específico.

De uma forma incontroversa considera-se a idade, história familiar e tabagismo, como fatores de risco. A SPO diz ainda que a carência em vitaminas e oligoelementos, exposição intensa a luz solar e radiação ultravioleta, hipertensão arterial e arteriosclerose, podem igualmente ser considerados, mas com menor relevância.

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