Abriu a primeira loja em plena pandemia, no dia 9 de junho de 2020, numa das ruas comerciais mais centrais de Cascais, a avenida Valbom. "Aproveitei uma oportunidade que surgiu mas sempre esteve nos meus planos mudar para um sítio maior. Preciso de espaço para expor os meus produtos, porque comercializo uma grande variedade de marcas", orgulha-se Veruska Olivieri, a empresária brasileira com ascendência italiana na origem da Be We. No fim do ano passado, conseguiu-o.

A 17 de dezembro de 2021, iniciava as obras de remodelação do espaço com 400 metros quadrados que, desde março de 2022, acolhe a concept store, na rua Dra. Iracy Doyle, duas ruas ao lado da morada inicial. O designer Tom Marcelino organizou o espaço, definiu a disposição do mobiliário de exposição e criou um sistema de iluminação que valorizasse os artigos que são vendidos. "Não queríamos uma luz que distorcesse as cores", explica. Nenhum pormenor foi deixado ao acaso.

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"Depois de investigarmos, descobrimos que a área mais quente de uma loja de retalho é o lado direito. É para esse lado que as pessoas se tendem a deslocar primeiro sempre que entram numa superfície comercial. Como sabemos que vendemos mais para mulheres, essa área é mais dedicada para o nosso primeiro público", esclarece Veruska Olivieri. "Mas todos os nossos móveis de exposição têm rodas, porque a ideia é ter um loja adaptável, para dar ao cliente, sempre que cá vem, a sensação de estar a entrar num espaço novo. Na nossa primeira localização, não tínhamos essa possibilidade", refere.

A Be We é uma loja multi-marca que, além de roupa, calçado, acessórios, perfumes e cosméticos, também vende objetos de decoração, produtos desenvolvidos por mais de 70 empresas que partilham da visão social e ecológica da empresária. "Não foram escolhidas ao acaso. Para estarem aqui, têm de respeitar os nossos valores de sustentabilidade económica, social e ambiental. Têm de ter uma história para contar e um impacto positivo na comunidade", sublinha.

"A pandemia fez-me perceber que só somos completos quando vivemos para o coletivo. Para estarem aqui, as marcas têm de ter uma preocupação com o comércio local, com a remuneração justa, com o uso de materiais sustentáveis, com a produção artesanal e com o design autoral em detrimento da cópia", garante Veruska Olivieri. Das mais de 70 etiquetas que comercializa, há, pelo menos, 40 que são portuguesas. É o caso da +351, da Futah, da Wayz e da Pardo Originals.

Apesar de predominarem marcas de empresas com produções mais modestas, a Be We também comercializa insígnias internacionais de renome, como é o caso da Birkenstock, da Camper, da Happy Socks ou da Granado. "É uma marca com mais de 150 anos, fundada por um português, o farmacêutico José António Granado, que era o boticário oficial da família imperial portuguesa no Brasil. Pouca gente sabe desta história, mas é uma marca maravilhosa", orgulha-se a empresária.

Zouri, Pica-Pau Woodcraft e Amal, uma marca de sabonetes artesanais produzida em Portugal por um grupo de refugiadas sírias, são projetos nacionais que encontram na Be We, que também vende online para todo o mundo, uma nova plataforma de distribuição. "Somos um palco para eles", regozija-se. "Mas não conseguiria ter feito isto sem a minha equipa. Tenho muito orgulho neles. Vestem mesmo a camisola. No dia da mudança, andámos todos a carregar caixotes", recorda.

São mais de 70 as marcas à venda numa (renovada) loja que se preocupa com o planeta e com as pessoas

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