Sabia que, em Portugal, 14 mulheres são vítimas de violência doméstica todos os dias? Um problema grave, que na grande maioria das vezes acontece em silêncio. A violência doméstica não escolhe idade, cor, estatuto social ou profissão.

A Josefinas, em parceria com a APAV, apresenta a edição "You Can Leave", uma coleção especial composta por três pares de sapatilhas criadas para lutar contra a violência doméstica, com um P.V.P. de 298€, que está à venda no site da marca.

Marca de calçado portuguesa quer ajudar a combater a violência doméstica
Josefinas Leave

A inspiração da marca portuguesa partiu das etiquetas do vestuário: “tal como uma peça de roupa trivial, parece tornar-se essencial que cada ser humano venha com uma etiqueta de ‘como cuidar’ para que não seja destruído por outra pessoa. As três sapatilhas "You Can Leave" partilham cinco símbolos que mostram como cuidar, e estão impressos para que ninguém se esqueça que numa relação, que deveria ter por base o amor, o cuidado e o respeito mútuo, não há lugar para violência, culpa, vergonha, intimidação ou controlo”, explicou Maria Cunha, CEO da Josefinas, em comunicado.

A etiqueta "You Can Leave" dá destaque ao número de mulheres vítimas de violência doméstica, à faixa etária onde é mais suscetível de acontecer e à quantidade de mulheres que vivem em países onde abusos domésticos não são considerados crime. A etiqueta também mostra os "cuidados a ter" por via dos símbolos: não há lugar para a violência, culpa, vergonha, intimidação ou controlo.

Marca de calçado portuguesa quer ajudar a combater a violência doméstica
Josefinas Speak

Nas sapatilhas "Leave", o Código QR está escondido, simbolizando uma relação onde existe violência doméstica, onde se vive no silêncio e na vergonha. Até abandonar o agressor de vez, em média, a vítima precisa de cinco a sete tentativas. Por isso, junto ao Código QR encontra-se uma mensagem de esperança: You Can Leave - poderá não ser à primeira tentativa mas, numa dessas vezes, a vítima conseguirá libertar-se e abandonar o ofensor definitivamente.

Por cada par de Josefinas "You Can Leave" vendido, a marca de calçado compromete-se a ajudar cinco mulheres vítimas de violência doméstica. O montante angariado destina-se às Casas de Abrigo da APAV para que mulheres em perigo tenham acesso a necessidades básicas, como abrigo e alimentação, e apoios jurídicos, sociais e psicológicos durante um mês.

Marca de calçado portuguesa quer ajudar a combater a violência doméstica
Josefinas Strong

De acordo com o Responsável pela área da Violência Doméstica e de Género, e Supervisor Técnico da Rede Nacional de Casas de Abrigo da APAV, Daniel Cotrim, “há um reforço positivo de quem tomou a decisão de sair, de mudar a sua vida e de a reconstruir, que é muitas vezes complicado. Ao mesmo tempo, é dizer a outras mulheres que se encontram em processo de violência que é possível saírem, que é possível pedirem ajuda. Em Portugal, por dia, 14 mulheres são vítimas de violência doméstica, mas sabemos que estes números apenas refletem os casos denunciados. A campanha "You Can Leave" é uma mensagem de força e de esperança para todas as vítimas em silêncio.”

A parceria entre a Josefinas e a APAV é ainda apoiada por influenciadoras como Ana Sofia Martins e Vanessa Martins.

“Só quando se está nos sapatos de alguém é que se compreende o quanto a dor e o sofrimento, cobertos por vergonha, nos deixam incapacitados e a sentirmo-nos vítimas sem saída. Mas há sempre uma saída e é muito importante saber que há um caminho que vem depois. You can leave; live!”, afirmou a responsável da marca de calçado.

Os números da violência

De acordo com dados das Nações Unidas, 603 milhões de mulheres vivem em países onde a violência doméstica não é considerada crime, e 7 em cada 10 mulheres são alvo de violência física ou sexual. A organização internacional divulga ainda que mulheres entre os 15 e 44 anos correm maior risco de violência doméstica do que desenvolverem um cancro ou terem um acidente de viação.

“Qualquer mulher pode ser vítima de violência. É extremamente provável, se não 100% garantido, que conheçamos alguém que é, ou que já foi, alvo de maus-tratos psicológicos, verbais ou sexuais. Na Josefinas, quisemos alertar para este flagelo, na grande maioria das vezes silencioso, e contribuir para a luta contra o mesmo”, concluiu Maria Cunha.

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