O governo mexicano acusa Carolina Herrera de apropriação cultural e já enviou uma carta à estilista de 80 anos a pedir explicações. Desenvolvida pelo norte-americano Wes Gordon, a nova coleção de moda da criadora venezuelana sediada em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América, tem influências espanholas mas foi sobretudo buscar inspiração aos elementos gráficos dos tecidos típicos das tribos indígenas do país.

Resort 2020, que procura materializar a alegria de viver e que pode ver na galeria de imagens que se segue, já foi descrita pela revista Vogue como "juvenil, fresca e fiel às raízes da marca" mas a utilização de padrões e de elementos identificativos de povos nativos incomodou o executivo liderado por Andrés Manuel López Obrador. Na missiva, enviada na passada segunda-feira e hoje tornada pública, exige explicações.

Outra das pretensões do governante é saber se os membros das tribos indígenas que inspiraram a coleção vão receber alguma compensação da marca pelo que consideram ser uma utilização indevida e abusiva. Um dos exemplos apontados é um vestido branco com bordados de animais que se entrelaçam com flores e ramagens. "Esse bordado é originário da comunidade de Tenango de Doria", refere a Secretaría de Cultura na carta.

A inclusão dos bordados florais de Tehuantepec em Oaxaca e a incorporação do sarape de Saltillo, um dos elementos gráficos mais representativos do país também são alvo de críticas. "Estamos perante um princípio de consideração ética que nos obriga a fazer esta chamada de atenção", justifica o organismo. Entretanto, apesar da insistência de vários órgãos de comunicação social internacionais, a marca ainda não se pronunciou.

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