O primeiro dia iniciou por volta das 15:00, na Alfandega do Porto, com o MODATEX – Centro de Formação Profissional da Indústria Têxtil, Vestuário, Confecção e Lanifícios. Saiba mais sobre as propostas dos criadores e veja as coleções.

Ana Carvalho de Sousa apresentou uma coleção que manifesta a expressão corporal em cortes nas peças que evidenciam a pele e na plasticidade dos materiais com diferentes opacidades e texturas. O carácter alternativo está presente nas cores fortes alusivas às luzes e nas formas e materiais referentes ao vestuário dos anos 90.

Cláudia Tavares assume nas suas peças a necessidade de aproveitar o máximo de tecido por forma a mostrar que devemos aproveitar também o máximo de nós. O que importa é que a costura é bem feita e que tudo é essencial.

Daniela Antunes avança através da manipulação têxtil de fios, linhas e fitas que são vistos como percursos que, unidos entre si, criam tecidos que voltam a agarrar os volumes trabalhados anteriormente.

Inês Bompastor com a sua coleção 'João', procura homenagear o homem mais imoportante da sua vida: o avô. Sendo uma coleção feminina, agarra a imagem das mulheres das Caxinas: mulheres fortes e cheias de garra, o escudo protetor dos seus homens. Preto, cor de luto, é a cor chave da coleção. A esta, somam-se as cores primárias com aspeto desgastado. Os materiais utilizados, impermeáveis e termocolados são estampados localizados ou all-over.

Inês Cesariny inspirou-se na arte medieval do entretenimento que é a tourada. Ela tira proveito da bela roupa usada pelos toureiros e tem como objetivo o fazer com que as pessoas falem sobre o assunto, causar uma reação. É a maneira da designer tentar causar impacto através da roupa.

Inês Oliveira optou por transformar a moda num estado mental, utilizando o translúcido e brilhante como os elementos-chave para construir a coleção.

Para Joana Aranha, o mais bonito que uma família pode deixar é o seu legado e este é eterno. Vai-se repetindo, fluindo como ondas ao longo de gerações. Assim como estas descendem umas das outras, em cada coordenado desta coleção também isso acontece.

Lara Gorgulho focou-se na exploração de materiais e cores que se destacassem digitalmente num ecrã. As matérias primas e as técnicas como o bordado e o matelassé remetem para o ruído digital, mas também para formas orgânicas de superfícies interplanetárias e interiores de naves espaciais. À medida que a estética digital ganha terreno, reinterpretou os florais através do bordado, os quais misturou com prints onde o pixel tem destaque, assim como outras referências como painéis de partidas e chegadas de um aeroporto.

Maria Bouçanova apresentou a coleção pre-fall masculina, 'Self Portrait'. Uma coleção de caracter clássico com influências na alfaiataria oferecendo uma visão sobre o enorme alcance das coreografias neurais, projetadas para refletir o que está a ocorrer na nossa mente. 'Self Portrait' foi criada para nos lembrar que a máquina mais maravilhosa do universo está no centro do nosso ser e é a raiz da humanidade.

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