Com uma nova versão do icónico vestido de seda verde decotado que fez sucesso na cerimónia dos Grammy no ano 2000, JLo demostrou o seu poder para uma audiência que chegou à beira da histeria.

Foi um segredo guardado a sete chaves, que só começou a ser revelado quando a música da cantora tocou durante o desfile.

Antes, as famosas modelos Gigi e Bella Hadid, além de Kaia Gerber, desfilaram o mais puro estilo Versace dos anos 2000, com vestidos curtos e muito justos, lantejoulas e com uma atitude sexy e decidida.

O evento de Milão mostrou também o seu lado engajado com uma viagem ao Brasil em defesa da Amazónia, fonte de inspiração do intelectual e excêntrico estilista Francesco Risso, da Marni, que brincou com folhas de bananeira, flores e a exuberância tropical.

"Assim nasceu o projeto, numa viagem que infelizmente terminou com os trágicos incêndios da floresta amazónica", disse o estilista no final do seu desfile.

"Estava comovido e queria falar sobre a urgência de proteger a natureza", disse.

Como uma mensagem a favor do resgate da floresta, a famosa marca reproduziu no desfile a selva, com árvores feitas de cartão e garrafas plásticas recicladas.

Os looks são feitos de algodão orgânico com tafetá de tecido reciclado. A energia da cor, um elemento forte nas coleções da Marni, é transmitida através de estampados quadriculados, manchas e flores estilizadas, como pinturas abstratas realizadas por Risso e os seus artistas.

"Na realidade pintámos enquanto estávamos nus", confessou o estilista.

Teatral, com estampados orientais da artista Lucia Pescador como pano de fundo, a marca Marras une duas ilhas muito diferentes, Japão e Sardenha, em Itália.

Como que por magia, entre quimonos rosados e sedas, o espectador chega à Terra do Sol Nascente.

O desfile transformou-se num espetáculo celebrado entre o público, com os modelos  a desfilar entre os corredores e cadeiras, rompendo com os códigos do mundo da moda.

"Queria oferecer um espetáculo real, uma pausa no meio da semana de moda", disse à AFP o criador e diretor.

"Criar uma coleção é um trabalho que leva tempo e precisa também de tempo para ver, apreciar, observar, compreender", disse.

O universo exuberante e eclético do estilista foi acompanhado por uma banda sonora com músicas japonesas.

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