Kolovrat junta os elementos de destruição que se contrapõem à beleza do processo de construção. Peça a peça, somos guiados à reciclagem visual que a inspira, transformando aquilo que ontem tínhamos como descartável em manifestos de esperança para o amanhã. O paradoxo é uma constante na criatividade: se por um lado somos soterrados pela poluição literal e metafórica, direcionamo-nos para o seu oposto mais limpo, onde os campos energéticos e as memórias correm em simultâneo.
Cada coordenado floresce numa existência própria, genderless, sem ditames. Vestidos de silhuetas soltas, direitas, convivem com casacos e blazers drapeados, com t-shirts oversized e com gabardines largas de tecidos leves, que nos remetem a um diálogo interno: pode o lixo ser belo?
É essa a questão a que a coleção SS20 quer responder. Como é que mudamos, quem é que seguimos, em quem confiamos? A distorção tem, afinal, um contrário criativo. E é através dele que Kolovrat nos mostra o futuro.

Veja as propostas da designer para a próxima primavera/verão 2020:

Imagens: Ugo Camera/ModaLisboa

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