Foi no final da idade media, entre os séculos XII e XIV, que a alfaiataria, masculina e feminina, se impôs como uma arte. Uma tradição que atravessou séculos e que foi evoluindo, assumindo um grande protagonismo nas mãos de alfaiates conceituados, como Giorgio Armani e Ermenegildo Zegna. Nos últimos 100 anos, foram muitas as inovações na alfaiataria, com os aprimoramentos nas máquinas de costura e nos teares.

À medida que a tecnologia foi evoluindo, foi possível fabricar tecidos melhores, mais resistentes e (ainda) mais confortáveis, o que possibilitou a produção de peças com modelagens que se adaptam ao estilo de vida moderna. Nos dias que correm, são poucos os que recorrem aos serviços de um alfaiate ou de uma costureira mas, em tempos idos, eram eles que ditavam as modas e que disseminavam as tendências.

Traço marcante da alfaiataria é a busca continua do alfaiate pela perfeição, respeitando sempre as particularidades e as medidas de cada cliente. Todas as peças são, ainda hoje, confecionadas exclusivamente de acordo com as preferências individuais, com a priorização da qualidade para satisfazer as exigências dos que não prescindem de peças feitas por medida. Nas redes sociais, assiste-se atualmente a um certo revivalismo.

1. Gina Renee Designs

Apaixonada por costura desde cedo, Gina Renee vive na Suíça. Depois de trabalhar na indústria da confeção de moda durante 16 anos, resolveu pôr o seu talento ao serviço dos outros. Além do blogue que dinamiza, tira partido das redes sociais para partilhar com o mundo os moldes que desenvolveu para os (muitos) seguidores costurarem vestidos, calções, tops, chapéus e até sacos. Muitos deles têm vídeos explicativos.

2. Barnett Lawson Trimmings

Esta empresa londrina, que tem um showroom na Little Portland Street, comercializa roupa, calçado e acessórios originais e diferenciadores, muitos deles costumizados por costureiras. Os que se interessam por esta arte podem visitar o blogue e as redes sociais da companhia para procurar ideias e inspirações. Os que não se ajeitam com linhas, agulhas, dedais e tesouras podem adquirir alguns dos produtos que têm para venda.

3. Paulo Battista

É o mais mediático costureiro português e, nos últimos anos, tem diversificado a atividade. Além de utilizar as redes sociais para mostrar alguns dos fatos que vai confecionado, também é o embaixador da marca de óculos T-Charge e lançou o livro "Manual de estilo para eles", publicado pela Betrand Editora. No primeiro semestre de 2019, brilhou no programa de imitações "A tua cara não me é estranha", na TVI.

4. Emily Hallman

Além da paixão pela costura, Emily Hallman tem uma outra, o colecionismo. Além de tecidos nobres e ricos, também não resiste a grandes saias com bolsos, como revela no seu blogue, criado em 2016. Na altura, era apenas um passatempo mas, com o passar do tempo, converteu-se num negócio. Hoje, vende online muitas das confeções que executa. Só no Instagram, onde mostra muitas delas, é seguida por quase 40.000.

5. Giorgio Armani

Nascido a 11 de julho de 1934, Giorgio Armani é um dos maiores costureiros ainda vivos. Em 1975, fundou a Armani. Apesar de já não estar no ativo, a marca que criou continua a faturar cerca de 1,5 mil milhões de euros por ano. Natural de Piacenza, no norte de Itália, chegou a ponderar ser médico mas acabaria a decorar montras no La Rinascente, um centro comercial em Milão. Nas redes sociais, são muitas as novidades apresentadas.

6. The Crafty Pinup

Abi é, acima de tudo, uma designer de lingerie retro que, em 2013, decidiu aventurar-se na criação de uma pequena empresa de moda. Em 2016, lançou The Crafty Pinup, um blogue original onde apresenta looks de inspiração vintage e vídeos explicativos para os amantes de costura. No Instagram, a antiga estudante de design de moda da DeMontfort University, em Leicester, em Inglaterra, partilha criações, dá dicas e faz sugestões.

7. Huntsman

Fundada em 1849, também é conhecida como Huntsman of Savile Row. Localizada no número 11 de Savile Row, em Londres, em Inglaterra, é uma das alfaiatarias mais reputadas do mundo. Em 1886, começou a confecionar fatos para os monarcas britânicos. Em 2017, inspirou o filme de espionagem "Kingsman: O círculo dourado", com Colin Firth. Nas redes sociais, são muitas as novidades que a marca apresenta.

8. The Avid Seamstress

É outra empresa londrina a atrair milhares de seguidores nas redes sociais. The Avid Seamstress é também o nome de um blogue que apresenta tutoriais de costura e tecidos com padrões originais e diferenciadores, muitos deles desenvolvidos internamente. Esta conta também disponibiliza nas suas publicações alguns dos moldes usados nalgumas das criações de moda que apresenta e ainda sugere fábricas de tecidos.

9. Ermenegildo Zegna

Em 1910, Ermenegildo Zegna comprou a fábrica de tecidos do pai e investiu na produção de matérias-primas que passou a utilizar na confeção de fatos para a sua etiqueta e, mais tarde, para outras, como a Gucci, a Yves Saint Laurent, a Dunhill e a Tom Ford. Atualmente, a gestão desta empresa familiar, que mantém uma grande vitalidade, é assegurada pela quarta geração do alfaiate empreendedor italiano.

10. Handmade by Ditsy Tulip

Mel Thorley é uma sewing blogger e youtuber que reside em Stoke-on-Trent, em Staffordshire, em Inglaterra. Nas redes sociais, gosta de mostrar muitas das suas criações de moda e também partilha dicas, esboços e até moldes. Para mostrar a versatilidade das peças que as costureiras podem fazer, a inglesa apresenta alguns dos modelos com (pequenas) alterações que, nalguns casos, os transfiguram e reinventam.

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