São seguros, não provocam o cancro da mama? Os implantes mamários rebentam? São redondos ou em gota? Como é o seu interior? Tenho de os trocar ou são vitalícios? Será que vou rejeitar os implantes mamários?

Estas são algumas das perguntas que todas as mulheres interessadas em implantes mamários querem ver esclarecidas.

Em que consiste o conteúdo dos implantes?

Existem essencialmente dois tipos de implantes mamários no que respeita o seu contudo: silicone e solução salina.

Utilizados ao longo de mais de quatro décadas e comprovadamente seguros, o primeiro confere um toque e uma consistência mais natural à mama, garantindo simultaneamente uma maior estabilidade da forma, enquanto o segundo esta associado a maior percentagem de “rippling”, que é um pregueamento do involucro do implante e que pode ser percetível ao toque, e a maior risco de perda do líquido (líquido esse que corresponde a soro fisiológico, portanto sem risco para o nosso corpo).

Como é a superfície?

Os implantes mamários podem ter uma superfície lisa ou rugosa (texturizada). Atualmente a maioria dos implantes mamários utilizados são texturizados.

As vantagens destes relativamente aos de superfície lisa são a menor taxa de contractura capsular, ou seja, menor risco de se formar um involucro duro e rijo em volta do implante, e um menor risco de mobilização/rotação depois de posicionados na mama.

Qual a dimensão e forma?

Os implantes mamários dividem-se simplificadamente em dois grandes grupos no que respeita ao formato: redondos e bidimensionais ou anatómicos (vulgarmente designados “em gota”).

A dúvida frequente acerca do formato dos implantes é se o resultado é diferente perante implantes diferentes.

Obviamente que há diferenças na porção da mama que vai ser projetada pelo implante: o redondo tende a projetar toda a mama na sua extensão, polo superior, zona central da areola e mamilo e polo inferior, enquanto o implante em gota vai projetar mais o polo inferior que as porções superiores da mama. 

Resultados naturais são possíveis com os dois tipos de implante. Há que articular o tipo de mama (mais ou menos volumosa, mais ou menos flácida) com a vontade e as expectativas da paciente e com base nestes dados, selecionar o implante que melhor se adequa.

Qual o volume certo?

Acima de tudo, há que procurar harmonia. Implantes exageradamente grandes conduzem a medio/longo prazo a resultados menos satisfatórios.

Requerem manutenção ou são vitalícios?

Os implantes mamários são dispositivos externos que vamos colocar no nosso corpo. Requerem vigilância. Acima de tudo a mama requer vigilância e os implantes são avaliados em simultâneo.

Hoje em dia, já temos implantes muito evoluídos e a informação que recebemos das empresas que os fabricam é que são vitalícios, porém, estão integrados no nosso corpo e acabam por sofrer algum “desgaste” com o tempo. É necessário ir vigiando e se alguma alteração for notada, quer pela paciente quando se autoexamina, quer num exame de imagem (mamografia e ecografia), deve ser consultado um especialista.

Hoje em dia, as principais razões que motivam a troca dos implantes prendem-se com a vontade da paciente em rever o tamanho ou com a necessidade de retocar a mama depois de oscilações grandes de peso, gravidez e amamentação.

São seguros ou vou rejeitá-los?

Os implantes mamários não tem qualquer relação com o risco aumentado de cancro da mama, aliás, muitas das pacientes com cancro da mama, fazem a sua reconstrução mamária com implantes.

Não devemos ter receio da “rejeição dos implantes”. Os implantes atuais são cada vez mais compatíveis com o nosso organismo e têm uma cobertura e consistência adequadas e compatíveis com o nosso organismo, portanto, não há nada a temer.

Posso amamentar com os implantes ou o silicone passa para o leite?

Os implantes mamários são estanques, invioláveis, não tem “fugas” de silicone! Por outro lado, são constituídos por um gel coesivo, ou seja, se os cortássemos a meio, o gel comportar-se ia como gelatina e, portanto, não se derramaria, ficaria contido e estável naquela posição.

Um artigo da médica e cirurgiã plástica Ana Silva Guerra.

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