Será que o conceito de traição é o mesmo tanto para os homens como para as mulheres? Decididos a colocar isto em pratos limpos, uma equipa de investigadores pediu a 354 estudantes universitários que respondessem a um questionário sobre o tema.

Para além de lhes ter sido pedido que respondessem a algumas questões, cada um dos participantes teve de classificar, entre um conjunto específico de atividades íntimas, quais constituíam uma traição para si.

A investigação - intitulada “Predicting Perceived Infidelity from Gender and Interpersonal Traits” - vem reforçar algumas das ideias preconcebidas sobre o tema: por um lado, as mulheres consideram que tanto os atos sexuais e ligações emocionais com terceiros constituem uma traição, por outro, os homens têm mais ciúmes quando se trata de sexo puro e duro.

“Estas conclusões sugerem que as mulheres são mais sensíveis do que os homens sobre possíveis violações dentro de uma relação amorosa”, revelam os três autores do estudo publicado no journal Sexual and Relationship Therapy.

Diversos especialistas acreditam que esta conclusão deve-se ao facto das mulheres, de uma forma geral, se preocuparem mais com os seus relacionamentos, olhando com desconfiança para algo externo que possa destabilizar ou destruir aquilo que construiu a dois.

Mas qual a solução para que nunca se ultrapasse os limites? Comunicar com o parceiro é o primeiro passo, de forma a para ambos entendam o que é e não é aceitável para o outro dentro da relação.

“Olhando pelo lado terapêutico, o ideal seria que houvesse uma maior compreensão e comunicação entre os parceiros, mais compromisso e satisfação dentro do relacionamento”, concluem os investigadores.

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