Após períodos letivos tão cheios de desafios, rotinas e outras exigências, impõe-se a necessidade de descanso e de relaxamento. Esta pausa favorece os vários envolvidos ao permitir desacelerar o ritmo, permitindo também, por consequência, a focalização em outros objetivos que temos na nossa vida, os quais vamos pondo de lado pela urgência em dar resposta a necessidades mais prementes. Esses objetivos podem estar muitas vezes relacionados com viagens, procurar situações culturais lúdicas e prazerosas, ler ou praticar desporto.

No entanto, após um período continuado de aquisição de conhecimentos, conteúdos e competências, pode ser interessante conseguir conjugar estes momentos de lazer, com alguns momentos de desenvolvimento de trabalho, embora de forma mais leve.

Quais os benefícios de intercalar momentos de descanso com pontuais momentos de atividades "escolares"?

Estes momentos, que se pretendem breves, surgem como uma possível forma de reforço e de consolidação daquilo que foi trabalhado ao longo dos vários períodos ou anos letivos. Possibilitam ainda o ingresso em novos períodos letivos de forma mais sólida e com a matéria mais consolidada, levando a que se recomecem novas abordagens ao estudo com as matérias dadas anteriormente mais frescas.

Como podem ser "desenhados" estes pontuais momentos de trabalho?

Existe um conjunto de bons livros, acessíveis e a preços razoáveis, que visam compilar fichas de trabalho transversais a todas as disciplinas e conteúdos dados durante os vários períodos letivos (alguns organizam-se também por trimestres). No entanto, se as famílias, na gestão do seu dia a dia durante as férias, já fazem um conjunto de atividades que estimulem direta ou indiretamente as competências escolares dos seus filhos (ida ao teatro, bibliotecas, espetáculos culturais, workshops ou jogar jogos de tabuleiro), considera-se que o trabalho num formato mais escolar (através da realização de fichas ou de exercícios em cadernos de atividades) possa efetivamente ser mais reduzido ou até inexistente. A leitura de livros, quando integrada também nos tempos de férias, pode ser uma ótima alternativa a formatos mais monótonos e escolares de trabalho.

E no caso de existirem dificuldades de aprendizagem específicas?

Quando, em situações específicas, estamos perante casos de dificuldade de aprendizagem, pode e deve efetivamente aproveitar-se o período de férias, ainda que respeitando a necessidade de descanso das crianças, para promover o seu envolvimento em contextos de estimulação das suas competências mais frágeis. Nesse caso, sugere-se recorrer aos professores das crianças e/ou a técnicos especializados que possam orientar e contribuir para uma melhor gestão dos tempos de estudo e de lazer da criança com necessidades de aprendizagem, desenhando-se assim, um plano de atividades que permitam à criança o seu desenvolvimento nas áreas identificadas como mais frágeis.

Assim, sugere-se que, ao planear as suas férias e as dos seus filhos, considere a conciliação entre estes vários momentos: tempo de lazer, tempo de envolvimento em atividades culturais, tempo de leitura, tempo de realização de atividades com um formato escolar. Em doses razoáveis e justas para a criança ou jovem, fará com que este possa entrar mais tranquilo e sólido em novos períodos letivos.

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