Citando números do Instituto Nacional de Estatística e da Agência Portuguesa do Ambiente, entraram 34.373 toneladas em Portugal no ano de 2017, um aumento face às 18.951 toneladas em 2016, sobretudo com resíduos para serem depositados em aterro que contêm amianto.

A plataforma lançada pela associação ambientalista Quercus, que assinala um ano, lança um folheto que vai ser distribuído junto das escolas, destinados a professores, pais, alunos e outros profissionais escolares, apontando que se trata de "um dos grupos mais expostos a espaços com amianto".

Durante 12 meses, recebeu "mais de duas centenas de contactos" a denunciar amianto em "fábricas abandonadas, coberturas de edifícios particulares, edifícios de escritórios, escolas, hospitais, teatros, bibliotecas, universidades, edifícios militares e tantos outros".

O amianto é uma fibra natural proveniente de seis tipos de minerais diferente e é cancerígeno quando estas fibras são inaladas e se depositam no organismo, podendo provocar vários tipos de cancro.

A SOS Amianto afirma que "tratar os doentes de cancro provocado por este carcinogénico pode ser 50 vezes mais caro que remover uma cobertura em fibrocimento".

Pelas suas propriedades isolantes, resistência ao fogo, bactérias, ácidos e durabilidade, "foi incorporado em cerca de 3.000 materiais diferentes, desde as tradicionais coberturas aos pavimentos em vinil, tetos falsos", condutas de água, alcatifas ou torradeiras.

No que toca às escolas, a degradação dos materiais leva a que as fibras sejam libertadas para o ar. Nas operações de remoção, defende a SOS Amianto, deve optar-se pelos períodos de pausa letiva.

"O amianto está na escola. E agora?" é o título da brochura que vai ser distribuída, em que se alerta para os riscos e se indicam os passos a dar, desde a denúncia à remoção.

Em 2020, a plataforma vai organizar o Segundo encontro Internacional sobre o Amianto.

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