Os dados são relativos a 2017 e constam do relatório “Health at a Glance 2019”, da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Económico (OCDE), que traça um panorama sobre o setor da saúde em 34 países.

O documento recorda que as cesarianas podem ser um procedimento necessário e que salva vidas, mas avisa que podem aumentar as complicações e até a mortalidade materna e infantil.

A taxa de cesarianas permanece mais reduzida nos países nórdicos, com valores de 16% na Noruega, Islândia, Holanda ou Finlândia.

Portugal registou o dobro da taxa desses países em 2017 e está acima da média de 28% dos países da OCDE.

O relatório aponta também que Portugal, Japão e Grécia estão entre os países da OCDE com maior percentagem de bebés nascidos com baixo peso. De acordo com o relatório, 8,5% nasceram com baixo peso em 2017, acima da média dos países da OCDE (6,5%).

Ainda no capítulo das atividades de cuidados de saúde, o relatório analisa o número de camas hospitalares e a demora média dos internamentos.

O número de camas nos hospitais ‘per capita’ teve um decréscimo em quase todos os países da OCDE, com parte desta redução a ser explicada por avanços na tecnologia médica, que permite cirurgias ambulatórias, por exemplo.

Portugal surge como tendo, em 2017, 3,4 camas hospitalares por 1.000 habitantes, um pouco abaixo da média da OCDE de 4,7 camas.

Quanto à demora média das hospitalizações, Portugal surge como um dos oito países em que mais tempo se passa no hospital, com uma média de 9,1 dias, quando a média da OCDE é de 7,7 dias.

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