Cerca de meio milhão de crianças britânicas não têm ninguém a quem recorrer quando se sentem preocupadas ou tristes. As conclusões são de uma pesquisa realizada para a instituição de solidariedade Mental Health Foundation (MHF) e publicada pelo jornal inglês The Independent. Das 1300 crianças entrevistadas pela empresa de sondagens YouGov, duas em cada cinco disseram que a tristeza e a preocupação afetava o sono e mais de um quarto admitiu que dificultava a execução dos trabalhos de casa. Aos entrevistados, entre os 10 e os 15 anos, foi perguntado de que forma a sensação de preocupação e tristeza afetava o seu bem-estar e comportamento, sendo que mais de um quarto (27%) respondeu que lhes tirava a vontade de executar qualquer tipo de tarefa dessa natureza.

No total, uma em cada 10 crianças (11%) garantiu não ter ninguém com quem conversar, inclusive na escola, quando se sente preocupada ou triste. Com base em dados estatísticos oficiais, o MHF estimou que cerca de 480.000 crianças britânicas entre os 10 e os 15 anos estão nessa situação.

O estudo foi revelado a propósito de uma campanha para assinalar o Dia Mundial da Saúde Mental. Destina-se a prevenir o aumento de problemas mentais nos grupos etários mais novos e a garantir que o assunto começa a ser tratado nas escolas e nas salas de aula.

Um relatório recente do Instituto de Política de Educação (EPI) descobriu que o número de crianças encaminhadas para serviços de saúde mental em Inglaterra aumentou em mais de um quarto nos últimos cinco anos.

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