Em comunicado, a delegação de Santarém do STFPSSRA saúda a “forte adesão” à greve e elenca as dezenas de escolas da região sem aulas ou mesmo encerradas devido à paralisação do pessoal auxiliar.

Segundo o sindicato, na capital do distrito ficaram sem aulas os alunos de uma das duas escolas secundárias da cidade (Ginestal Machado), uma das três escolas de segundo e terceiro ciclo encerrou e outra funcionou apenas na parte da manhã, por não dispor de serviço de bar nem de refeitório, e ficaram igualmente sem aulas quatro escolas de primeiro ciclo, um centro escolar e um jardim-de-infância.

O sindicato elenca ainda escolas sem aulas nos concelhos de Abrantes, Benavente, Torres Novas, Alcanena, Vila Nova da Barquinha, Coruche, Alpiarça, Constância, Rio Maior, Entroncamento, Golegã e ainda na Azambuja (distrito de Lisboa).

A greve foi convocada devido à “ausência de respostas por parte do Ministério da Educação às reivindicações dos trabalhadores”, nomeadamente quanto à falta de pessoal nas escolas, pela dignificação das carreiras e contra a municipalização da educação, adianta a nota.

Num balanço feito ao final da manhã, a Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais afirmou que em todo o país encerraram cerca de 500 escolas, situando-se a adesão à greve entre os 80% e os 85%.

Artur Sequeira lembrou os principais motivos do protesto: baixos salários, precariedade ou a falta de funcionários nas escolas.

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