O menino pesava pouco mais do que um recém-nascido quando os avós o levaram ao hospital, onde os médicos descobriram que a criança tinha níveis de cálcio apenas um pouco acima do necessário para sobreviver.

"Nao há problema nenhum em escolher uma alimentação alternativa, e nós não queremos entrar numa discussão sobre a decisão alimentar tomada por estes pais. Mas desde o nascimento, que esta criança deveria ter tido o apoio do médico para controlar os níveis de cálcio e ferro", afirmou Luca Bernardo, diretor de Pediatria do Hospital de Milão.

Os níveis baixos de cálcio fizeram com que a criança sofresse de uma doença cardíaca congénita, que obrigou os médicos a uma intervenção cirúrgica de urgência.

"Esta situação obriga-nos a refletir sobre regimes alimentares alternativos, mesmo que neste caso tenha sido agravado por uma malformação cardíaca", comentou o médico ao Telegraph.

Em Itália, onde 2,8% da população é vegetariana, quatro outras crianças já tinham sido hospitalizadas por má nutrição nos últimos 18 meses.

A Academia de Nutrição e Dietética daquele país não é contra oferecer uma alimentação vegetariana às crianças, desde que esta seja complementada com vitaminas B12, vitamina D, cálcio e ferro. A referida academia aconselha ainda os pais a procurarem um nutricionista quando optam por este tipo de dieta.

A criança continua hospitalizada e a recuperar, enquanto as autoridades italianas decidem se são os avós a ficarem com a guarda do menino.

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