Segundo Margarida Cruz, a Casa Acreditar, situada num terreno do Instituto Português de Oncologia (IPO) do Porto, cedido à Associação de Pais e Amigos de Crianças com Cancro pelo Ministério da Saúde, terá 16 quartos e, ao longo do ano, ajudará mais de 100 famílias.

As obras deverão arrancar ainda este mês, sendo a primeira pedra lançada no próximo domingo, data em que se assinala o Dia Internacional da Criança com Cancro, disse.

“O objetivo desta infraestrutura é receber as famílias deslocadas das crianças com cancro e que estão em tratamento no hospital, evitando que fiquem em habitações com condições precárias”, adiantou.

Margarida Cruz explicou que as famílias podem usufruir gratuitamente da Casa Acreditar e pelo tempo que for necessário, possibilitando-lhe uma vida “o mais próximo da normalidade possível”.

Os únicos custos são os da alimentação, mas as famílias com dificuldades económicas receberão um apoio, revelou.

“É importante que as famílias façam compras e cozinhem para manterem as rotinas diárias”, considerou Margarida Cruz.

A primeira Casa Acreditar do país foi inaugurada em 2002, em Lisboa, seguindo-se Coimbra, seis anos depois.

“Este é um dos momentos mais importantes da história da nossa associação. Cada casa representa a possibilidade real de ajudar mais e mais famílias, e especialmente as crianças e jovens, numa das alturas mais importantes das suas vidas”, realçou.

Margarida Cruz lembrou que as famílias do norte do país não tinham esta “mais-valia”, por isso, este é um projeto “muito desejado”.

O financiamento da obra, com um custo de 1,5 milhões de euros, será feito através de donativos da sociedade civil e empresas que, em conjunto, contribuem já para 92% do orçamento anual da Acreditar.

“Vamos levar a cabo iniciativas solidárias, campanhas de recolha de donativos e reuniões com empresas da região norte para angariar as verbas necessárias”, salientou.

A Acreditar é uma Instituição Particular de Solidariedade Social (IPSS) fundada em 1993 como resultado da mobilização nacional de pais de crianças utentes dos serviços de oncologia pediátrica do país.

A associação ajuda as crianças e suas famílias a superar melhor os diversos problemas que se colocam a partir do momento em que é diagnosticado o cancro, contribuindo para fomentar a esperança.

Neste momento, a Acreditar tem 13 profissionais e cerca de 700 voluntários, trabalho sem o qual era “impossível” fazer o trabalho realizado, garantiu Margarida Cruz.

“A resposta da sociedade civil tem sido fundamental para levar a cabo o nosso trabalho”, terminou.

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