Apesar de os números da pandemia viral de COVID-19 terem sofrido um agravamento significativo nas últimas semanas, 78% dos portugueses concorda com o regresso presencial dos alunos às escolas. De acordo com um estudo realizado pela empresa Multidados e pela agência de comunicação Guess What, apenas 22,% dos inquiridos se mostram desfavoráveis à medida e só 3,9% indicam que não vão enviar os filhos para os estabelecimentos de ensino que frequentam durante o mês de setembro.

A maioria não acredita, no entanto, que o distanciamento nas escolas será cumprido pelos alunos. Em período de rentrée, uma época marcada pelo regresso ao trabalho e ao ensino após as férias de verão, apenas 4,9% dos 1.000 utilizadores registados na plataforma da empresa de pesquisas Multidados inquiridos telefonicamente e online entre os dias 1 e 15 de setembro considera que os estudantes nacionais conseguirão manter as distâncias recomendadas, evitando contactos físicos indesejáveis.

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"Quando questionados sobre a probabilidade de as aulas serem lecionadas presencialmente e sem interrupções até ao final do ano escolar, verifica-se um otimismo significativo dos portugueses, dado o valor médio [apurado de] 6,8, numa escala de 0 a 10. No entanto, caso as aulas sejam interrompidas devido à pandemia, 42,8% dos portugueses assume que se sente pouco preparado para voltar a ter os seus filhos em casa. Apenas 4,9% acredita que o distanciamento recomendado de um metro e meio a dois metros será cumprido nas escolas, uma medida com a qual 20,7% concorda", referem os autores do estudo em comunicado.

"São ainda menos, apenas 12,9%, aqueles que apoiam o facto de cada grupo dever estar restrito a uma zona da escola", informa ainda o inquérito. Em relação aos pais e educadores, 34,5% dos inquiridos revela que gostaria que o teletrabalho passasse a fazer parte da sua atividade profissional de forma parcial. Durante as férias de verão, 63,9% dos portugueses auscultados passaram as suas férias em território nacional por causa do surto de COVID-19. Desses, a maioria, 28%, elegeu o Algarve como destino.

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