É normal as crianças acordarem perturbadas, a chorar, durante a noite. Uma vez confortadas pelos pais, sentem-se mais seguras e voltam ao sono. Mas também pode acontecer que se mostrem inconsoláveis e que a agitação demore bastante mais tempo a passar. Esta é uma das grandes diferenças entre pesadelos e terrores noturnos.

Quando uma criança tem um pesadelo, reconhece os pais ao despertar desse sonho mau e, por vezes, vai procurar conforto junto deles. Normalmente, conversa sobre o sonho e volta a adormecer. Pode demorar um pouco a regressar ao sono devido às imagens assustadoras ou pensamentos negativos contra os quais pode estar a lutar, mas a verdade é que os pesadelos são parte do desenvolvimento normal de qualquer criança, enquanto os terrores noturnos só afetam uma minoria.

O auge dos pesadelos acontece aos dois ou três anos de idade, quando os miúdos já têm uma imaginação fértil, mas ainda demonstram alguma dificuldade em distinguir a fantasia da realidade. Após acontecimentos difíceis ou traumatizantes, as crianças também podem ter este tipo de sonhos com regularidade.

Os sintomas dos terrores noturnos, que não ocorrem durante o sono profundo, mas geralmente nas primeiras duas horas, são bastante diferentes dos pesadelos.

Quando uma criança está a viver um episódio de terror noturno, pode gritar, suar excessivamente e ficar com uma frequência cardíaca elevada. O incidente pode durar entre cinco e 25 minutos, com a criança agitada e os pais impotentes para a consolar. Na verdade, é melhor os pais não interferirem, pois é bem possível que uma intervenção só piore ou faça prolongar o episódio. Trata-se de uma experiência bastante frustrante para os pais porque as crianças geralmente não se lembram do que aconteceu quando acordam e, por isso mesmo, não há como conversar sobre o sucedido.

Os terrores noturnos parecem ser mais comuns em rapazes e ocorrem em apenas 5% das crianças. As mais propensas a passarem por estas experiências são filhas de quem passou pelo mesmo problema na infância ou por distúrbios do sono como o sonambulismo.

Embora a intervenção durante o terror noturno possa ser contraproducente, há formas de ajudar.

Se o seu filho sofre de terrores noturnos:

- Antecipe em 30 minutos a hora de deitar.

- Mantenha a rotina de ir mais cedo para a cama e cumpra sempre esse horário.

- Tome conta do seu filho durante o episódio, mas não tente acalmá-lo, verbal ou fisicamente, pois pode piorar a situação.

- Certifique-se que ele está fisicamente seguro durante o terror noturno.

- Não fale do incidente pela manhã. Muito provavelmente ele não se lembrará do sucedido e abordar o assunto poderá causar ansiedade ou constrangimento.

Se o seu filho tem pesadelos com frequência:

- Evite histórias, imagens ou programas de TV que causem medo, especialmente antes de dormir. As crianças são mais sensíveis a imagens assustadoras do que os adultos normalmente julgam.

- Evite jogos, mesmo os mais inocentes, que o assustem.

- Responda com rapidez e compaixão se o seu filho chamar por si.

- Assegure-se de que ele está seguro antes de dormir. Se ele pedir, verifique as portas e olhe para debaixo da cama.

- Tenha cuidado para não menosprezar os medos dele; em vez disso, ofereça conforto e a sua presença até ele voltar a dormir.

- Certifique-se que o seu filho está a dormir o suficiente. A falta de descanso leva a distúrbios do sono e, possivelmente, pesadelos.

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