Criação de muito conteúdo, ao vivo, num palco “do qual todos fazem parte e ninguém é barrado à porta”. Era esta a promessa do Super Bock Digital Stage para os dias de Rock in Rio e a promessa foi cumprida. No sábado, dia 25, o palco teve, entre outros convidados, Guilherme Fonseca, Rita da Nova, Ana Garcia Martins e David Cristina que têm, em comum o facto de se apresentarem enquanto criadores de conteúdos, mas de podcasts.

O formato - que já fazia muito sucesso lá fora e que explodiu em Portugal com a pandemia - chegou a um palco que se quer interativo.

De acordo com a descrição, Terapia de Casal é o podcast que pode acabar com o casamento de Rita da Nova e Guilherme Fonseca, mas a verdade é que, três anos e 135 episódios depois, o casal (passo a redundância) inaugurou o palco digital do Rock in Rio para os criadores de podcasts.

“Esta tecnologia que o palco Digital Stage tem, em que as pessoas podem votar, para nós é perfeito porque basicamente é a base do nosso podcast, esta rivalidade, e as pessoas poderem escolher”, partilha Guilherme Fonseca. “Quando nos disseram que havia a possibilidade de se votar nós dissemos ‘vamos fazer alguma coisa com isto’. E não pensámos duas vezes”, completa Rita da Nova.

Super Bock Digital Stage. Do online para o offline, com Terapia de Casal e Pijaminha de Cenas
Rita da Nova e Guilherme Fonseca autores de Terapia de Casal. créditos: Daniela Costa

Não foi de todo a gravação de um episódio ao vivo, mas houve um team Guilherme e um team Rita, como nos episódios do podcast. E no lugar de mails de ouvintes, houve terapia ao vivo para um casal de namorados que assistiam à apresentação.

“É uma forma de aproximar estes criadores que estão no digital, que as pessoas ouvem, veem ou leem, mas que não conhecem e haver esta ideia de as pessoas se apresentarem fisicamente”, explica Rita da Nova sobre a interação que quiseram fazer com o público.

Dispensam grandes apresentações. Ana Garcia Martins e David Cristina também pisaram o palco, mas com Pijaminha de Cenas, o podcast cujo tema é não ter tema, que sucede ao não menos conhecido Separados de Fresco, o primeiro projeto em que colaboraram em conjunto e que terminou precisamente com uma digressão pelo país.

“É um desafio para nós trazer um podcast para um festival. Normalmente gravamos num ambiente mais intimista, sem barulho. E aqui vai ser interessante perceber como é que vamos conseguir cativar as pessoas para que não sejamos só um ponto de passagem. Queremos que fiquem o ouvir-nos durante 45 minutos, com barulho à nossa volta, e com todas as dinâmicas que estão a acontecer no Rock in Rio”, explica Ana Garcia Martins antes da apresentação. “Vamos fazer (o espetáculo) os dois em tronco nu”, brinca David Cristina.

Super Bock Digital Stage. Do online para o offline, com Terapia de Casal e Pijaminha de Cenas
Ana Garcia Martins e David Cristina autores de Pijaminha de Cenas. créditos: Daniela Costa

Mais do que um festival de música, o Rock in Rio assume-se cada vez mais como um festival de experiências, adaptando-se a novas linguagens de uma forma inovadora e que acompanha as tendências de uma geração mais jovem.

Guilherme Fonseca e Rita da Nova notam exatamente isso. “Eu fui host do palco digital do último Rock in Rio, no primeiro ano em que ele existiu, e ainda evoluiu mais porque foram buscar coisas diferentes, foram buscar Tik Tok”, recorda Guilherme Fonseca, acrescentando que “esse esforço foi brilhante e este ano está ainda mais apurado. Já se nota coisas de gaming, de diversão pura e dura, palcos de música alternativa e faltava um palco digital porque as pessoas passam o tempo todo, inclusivamente dentro do Rock in Rio, nas redes sociais”.

Rita da Nova completa: “Faltava uma valorização do conteúdo digital, que não existe em muitas organizações. Não vou dizer especificamente festivais, mas fala-se muito do digital, mas há pouca inclusão do digital. E este tipo de coisas é muito interessante”.

Falando especificamente de podcasts, David Cristina não tem dúvidas de que hoje em dia há muitas mais pessoas a ouvir podcasts, ao contrário de quando começou o seu primeiro, há cinco anos.

As ferramentas digitais do palco colocam em outro nível a interação com o público. “Nos nossos espetáculos ao vivo já tínhamos interação com o público e acaba sempre por ser engraçado. É trazer o podcast para a vida real”, explica Ana Garcia Martins frisando que “queremos aproveitar as ferramentas digitais que temos ao nosso dispor para criar uma maior interação com o público”.

Pijaminha de Cenas encontra-se neste momento em pausa, mas os autores garantem o regresso em setembro, precisamente no formato ao vivo.

“Eu e a Ana ficamos muito mais palhaços. Quando temos público é só palhaçada”, afirma David Cristina.

Esta é também uma forma de aproximar mais os ouvintes do podcast dos seus criadores e uma forma de conhecerem melhor o seu público. “As pessoas ficam sempre nervosas de virem falar connosco quando de facto o desconforto é para nós. ‘Mas tu ouves mesmo uma coisa que eu gravo de pijama com os gatos ao colo em casa?’ Obrigada, eu!”, conclui Guilherme Fonseca.

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