Betty Faria, de 77 anos, esteve este sábado, dia 23, no programa ‘Alta Definição’ para numa longa conversa com Daniel Oliveira, onde passou em revista a sua prestigiada carreira.

Protagonizou a icónica novela ‘Tieta’ em 1989. Na época, tornou-se um das mais famosas atrizes do Brasil. Um sucesso que lhe trouxe também os dissabores próprios de quem atinge o estrelado: a inveja e os ciúmes dos colegas.

“Sofri muita pressão de colegas atrizes invejosas. Faziam complôs contra mim e eu trabalhava tanto que não percebia”, começa por contar.

As colegas faziam queixa de si aos produtores. Alegavam, por exemplo, que esta demorava demasiado a trocar de roupa. “Foram coisas que eu não me esqueci de colegas atrizes”, lembra.

“Tive uma pneumonia no meio da novela [Tieta] e elas duvidaram que fosse uma pneumonia”, conta, admitindo que a inveja dos colegas é, na sua opinião, o lado mais triste, do meio artístico.

“O que sempre foi muito difícil para mim foi constatar a competição feminina no mundo artístico”, lamenta, admitindo que quando essa competição se fazia sentir ficava “triste".

“A competição o sucesso e o protagonismo são para pessoas fortes”, realça.

Com a inveja de que fala vieram também as críticas, aquelas que admite nunca a terem deixado ver o quanto era bonita.

Foi em 2013 que voltou a sentir o peso dos comentários negativos, quando aos 72 anos decidiu ir à praia de biquíni. “Foi um momento de estupidez coletiva, de inveja. Eu não estava tão feia assim”, afirma, ao relembrar que muitos lhe disseram que era velha demais para usar biquíni.

Apesar da polémica que se criou na época à volta do tema, Betty Faria afirma como toda a certeza que este foi um mal necessário. “Deu força, encorajou outras mulheres a não terem vergonha de envelhecer”, realça.

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