É o protagonista da série "Pai à Força". Como correram as gravações?
Correu tudo muitíssimo bem. Esta série é algo de raro, daquelas que só acontecem de 10 em 10 anos, pelo produto que é, pela forma como foi escrita e realizada e pelo elenco que tem. Por isso, sinto-me um privilegiado por fazer parte dela.
Na série interpreta, mais uma vez, a figura de um playboy. Sente-se bem nesse papel?
Não me sinto mal. Todos os playboys que fiz foram personagens diferentes, com uma característica comum que é gostarem muito de mulheres.
Porque é que acha que é tantas vezes escolhido para esse papel?
Talvez porque me convidaram uma vez, acharam que eu fiz razoavelmente bem o papel e voltaram a convidar-me. A televisão rotula muito as pessoas, o que é uma pena.
E o que é que há de si na personagem que interpreta em "Pai à Força"?
Este tipo é verdadeiro e justo. Aquilo que ele é está à vista, e eu sou também assim. Sou muito transparente e às vezes até me acusam de sê-lo demasiado. Por vezes, as pessoas não estão preparadas para muita franqueza...
Na série adopta três crianças. Na sua vida, como vê a paternidade?
É uma coisa maravilhosa. Sempre quis ser pai desde que me lembro. Falo disso desde os meus 10 anos e o nascimento da Júlia superou mil vezes todas as expectativas que eu tinha.
Devido à intensidade do trabalho como actor, consegue ser um pai tão presente quanto gostaria?
Eu acho que a minha filha tem muita sorte com a presença dos pais. Sempre que posso dedico-lhe o meu tempo.
Gostaria de ter mais filhos?
Gostava, mas nos tempos que correm não é fácil. Gostava de ter 8 ou 10 filhos se pudesse ser um pai a tempo inteiro. Mas como tenho que trabalhar, não vou ter filhos se depois não posso dedicar-me a eles.
Na televisão, há algum papel que gostasse muito de interpretar?
Isso é muito difícil porque não há papéis escritos em televisão, ao contrário do que acontece no teatro, em que há dramaturgia teatro pronta para ser levada a cena. Em televisão não se repetem projectos.
E gostava de abraçar agora um projecto de cinema ou teatro?
Em relação ao cinema vou fazendo algumas coisas. Quanto ao teatro, com filhos e casado com uma actriz, não me é possível. Fazer teatro significa trabalhar de noite e deixar de ver a minha filha durante meses a fio e isso é impensável. A minha paixão pelo teatro é muito grande, mas não é superior à qualidade de vida de uma criança de três anos.
É licenciado em arquitectura. Pensa retomar o trabalho nessa área?
Eu exerci arquitectura durante 16 anos. Já há dois anos que não faço, mas continua a ser uma paixão muito grande. Neste momento elegi a representação. De qualquer forma, a arquitectura é uma coisa que me tira o sono também. Acordo durante a noite e ponho-me a desenhar. Por isso, é algo que pode voltar.

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