Está no ar de segunda-feira a sexta-feira entre as 13h00 e as 17h00 e também pode ser ouvido aos domingos, entre as 18h00 e as 20h00, a anunciar a lista do "Top 25 RFM", o programa que apresenta a tabela das músicas mais votadas pelos ouvintes da rádio pela qual dá voz há quase três décadas. Em entrevista ao Modern Life/SAPO Lifestyle, o radialista fala da paixão pela profissão que escolheu e de viagens, das que gosta de fazer e de proporcionar aos que o ouvem.

O Paulo Fragoso é um histórico da RFM. Já são muitos anos de rádio...

Após mais de 26 anos de RFM, as pessoas ainda têm paciência para me aturar. Eu acho que as pessoas reconhecem que eu sou aquela pessoa que, à tarde, está sempre com elas e o mais giro é que as novas gerações também já estão conquistadas, digamos assim. Portanto, é continuar a trabalhar até chegar a hora da reforma.

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Eu não me vejo a fazer outra coisa que não rádio e não é por uma questão de comodidade, já faço rádio há 33 anos, não é nada disso. É porque é mesmo o meu mundo! É o tal bichinho da rádio que toda a gente que trabalha em rádio sabe o que é, que entra em nós e que não sai.

Por muito que nós queiramos às vezes desistir, ele não deixa. Há muitos anos, desisti da rádio por um dia. Na altura, ainda não estava na RFM, estava numa rádio local e arranjei um trabalho a ganhar o dobro e, como estava a pensar casar, aproveitei.

E lá fui, com muita pena minha... Na altura, chorei por deixar a rádio, mas o que é certo é que, mal cheguei ao fim desse primeiro dia no tal trabalho, pedi a demissão e telefonei imediatamente ao meu diretor da altura a pedir-lhe que me levasse de volta à rádio. E ele fez-me sofrer! Não me quis de volta durante duas semanas. Só voltei 15 dias depois...

Além da paixão pela rádio, também é um apaixonado por viagens. A rádio também faz com que as pessoas viajem…

Sim, faz! Nós fazemos as pessoas viajar, fazemos as pessoas sonhar, fazemos as pessoas às vezes choramingar… A rádio é um misto de emoções para quem a faz e para quem a ouve, felizmente...

O ano passado teve a oportunidade de conciliar as duas coisas na RFM Royal Caribbean Selfie Trip, uma viagem que levou um grupo de radialistas, de convidados e de ouvintes sortudos a fazer um cruzeiro pelas Bahamas. Essa viagem teve um grande acompanhamento nas redes sociais. Acha que é por aí que passa o futuro da rádio?

As redes sociais já são indissociáveis da rádio. São um complemento ao trabalho que nós fazemos mas não quer dizer que seja esse o futuro da rádio. Voltamos àquela velha conversa... Há muita gente a querer matar a rádio mas o que é certo é que muitos meios de comunicação são obrigados a mudar, alguns até quase que desaparecem. A rádio é a única que se consegue manter a par e passo com a evolução que o mundo está a conhecer e que continuará a ter.

Ainda há muita margem para a rádio se reinventar?

Muita! Eu gostava de, amanhã, poder dizer que a rádio vai ser assim ou assado mas não se consegue dizer... O que se consegue garantir é que vai haver rádio e que vai haver rádio com pessoas. E para pessoas. Isso é garantido! E isso é que é o mais importante...

A RFM Royal Caribbean Selfie Trip foi uma experiência diferente. Levou a rádio para fora dos estúdios...

Foi super positivo em todos os aspetos. Na organização, na camaradagem do grupo, que foi incrível e muito bem escolhido. Eu falo principalmente dos ouvintes que nos acompanharam. Apesar de serem cinco, muito novos, com os respetivos acompanhantes, integraram-se maravilhosamente bem no resto do grupo.

Depois, tivemos os convidados especiais, que foram especialíssimos. A Cuca [Roseta, fadista e compositora] e o Kiko [Martins, chef e empresário] juntaram-se ao Nilton e ao Pedro Fernandes, àquela equipa da malta da rádio... Fizemos um grupo altamente divertido e os três dias que lá estivemos souberam a pouco...

Não foi o seu primeiro cruzeiro. Ainda assim, o que é que mais o surpreendeu nesse?

Achei que este é um bocado diferente daqueles que fiz na Europa. O povo é diferente, os destinos também... Na Europa, fiz um no Mediterrâneo, que não era dedicado à praia, como foi este. Achei que, em termos de organização, a Royal Caribbean é igual quer na Europa quer nos EUA e está de parabéns porque faz um trabalho fantástico. Como é que se consegue fazer uma coisa destas para tantos milhares de pessoas e tudo funcionar às mil maravilhas?

Se há erros, e eu acredito que haja, o passageiro não os vai perceber jamais. E isso é igual, quer na Europa quer nos EUA. O resto, depois, foi praia, que era aquilo que as pessoas estavam à espera. Na Europa, é um bocadinho diferente. Há cidades para conhecer, cidades históricas muitas delas... É tudo maravilhoso! São diferentes, mas apenas neste aspeto, nos destinos e no objetivo que o passageiro tem...

Miami e Bahamas eram dois destinos de sonho?

Eu já conhecia Miami, as Bahamas não. As Bahamas, sim, eram um destino de sonho! Eu gosto muito de praia, gosto muito de sentir a água quente, gosto muito de águas límpidas e estar naquele cruzeiro e ter conhecido as duas praias que conhecemos nessa viagem foi realmente fantástico...

E que outros destinos de sonho é que ainda tem?

Eu gostaria, por exemplo, de fazer um cruzeiro no norte da Europa, aquele que passa por São Petersburgo e por vários países nórdicos. Tenho alguma curiosidade, confesso. Essa parte do globo, infelizmente, ainda não conheço. Eu costumo dizer aos meus amigos que, felizmente, conheço grande parte deste planeta mas essa parte ainda me está a faltar...

E há uma outra que eu gostava de fazer mas não sei se a Royal Caribbean tem lá algum cruzeiro... Eu gostava muito de ir à Argentina e de ir à Patagónia. Gostava de ir até lá abaixo, quase a tocar o Pólo Sul... Ainda me falta essa experiência mas gostaria imenso de a concretizar...

O ano passado em fevereiro, faz agora um ano, teve a oportunidade de realizar outra viagem de sonho...

Não foi num cruzeiro... Estive, pela primeira vez, em África. Estive em Moçambique um mês antes do ciclone que se abateu sobre o centro do país. Estive em Maputo e, sem dúvida, que, para mim, foram das mais maravilhosas férias que eu tive. Não pelo tempo de descanso, mas pela experiência que tive em Maputo e com as suas gentes. Achei o povo moçambicano incrível e a terra em si é maravilhosa. É muito mágica!

Os portugueses que contactei, e foram muitos, garantem-me que só sairão de Moçambique por um motivo muito particular. Chega-se lá e fica-se viciado. E o que é certo é que eu fiquei, ao ponto de me virar para a minha mulher e de lhe dizer que ia entregar o currículo na Rádio Moçambique e mudar-me para lá. Aquele país tem qualquer coisa. Quero muito voltar... No verão, costumo ir para o nosso querido Algarve, que também é fantástico...

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