Foi aos 16 anos que veio viver para Lisboa para estudar teatro e seguir carreira na arte de representar. Um percurso que foi recordado no programa 'Júlia', da SIC.

No entanto, não foram só os palcos e os pequenos ecrãs que preencheram os temas de conversa. A vida de Oceana Basílio contou com altos e baixos, tendo aos 18 anos começado a consumir drogas, cocaína e heroína. Passado que voltou a recordar durante a conversa com Júlia Pinheiro.

"Foi uma fase, foram três anos. Faz parte de mim, mas não definem os meus 40 anos de vida. Às vezes os meus pais ficam mais triste quando se toca nesse assunto, precisamente porque foi uma fase que eles não se aperceberam e para eles quase nem existiu. Hoje em dia a única que faço é, sempre que posso, na minha vida privada, ajudo quem quer ser ajudado. De resto, não foi uma coisa que eu quisesse partilhar, alguém partilhou por mim e depois no 'Alta Definição' achei que era o sítio correto para falar sobre o assunto. Passou, está vivido", disse durante a entrevista.

Após a resposta da atriz, Júlia Pinheiro explicou: "Não sabia que isto te tinha acontecido porque tu quiseste ajudar alguém que já estava a consumir e quiseste, no fundo, experimentando uma vez ou outra, mostrar que era possível controlar o processo".

Informações que Oceana confirmou e não deixou de acrescentar: "Sim, foi isso. Achava que era muito mais forte do que qualquer coisa e quis mostrar a essa pessoa que era possível e que eu conseguia. Portanto, não pensem que isso é possível".

Para deixar de consumir, a atriz esteve no Nárcoticos Anónimos. "Fiz tudo o que tinha que fazer para voltar uma melhor pessoa. Voltei, sem dúvida, acho eu. Muito mais humilde, a respeitar-me e o mundo, a perceber que esse mundo todo que eu queria viver tem fragilidades e que eu própria tenho fragilidades e aceitá-las. Aprender a descobrir esse lado meu", explicou.

Nesta fase menos boa, a ajuda da família foi fundamental, aliás, como tem sido sempre nas alturas más. Mas há uma pessoa que fez questão de destacar. "O meu pai foi fundamental. Os momentos mais importantes de transição da minha vida foi o meu pai. Com a sua dureza e inteligência emocional", afirmou.

Durante a conversa, Oceana foi surpreendia com a presença de várias pessoas que lhe são próximas, tendo também recebido mensagens da mãe e da irmã. Uma surpresa que deixou a artista emocionada. "Eles sabem o quanto eu os amo", disse com as lágrimas nos olhos.

Outro dos momentos mais marcantes foi quando Júlia leu uma carta que a filha da atriz, Francisca, de 15 anos, deixou para a mãe. Mensagem que voltou a emocionar a atriz.

"Eu amo-te filha, muito. A Francisca sempre foi muito adulta. Crescemos as duas sozinhas em Lisboa, com o apoio de amigos. A família sempre longe, o pai sempre presente, mesmo a uma distância longe porque não vive em Lisboa. Há algum tempo, a Francisca pediu-me para ir experimentar viver com o pai. E disse-me: 'Mãe, tu estás a ser egoísta, eu não tenho culpa que vivam longe, tenho esse direito, por favor'. E eu tenho muitas saudades dela. Apesar de falarmos todos os dias e falarmos super bem, só quero que ela seja e esteja sempre feliz. Nós damo-nos todos muito bem. Há um vazio de manhã, ao pequeno-almoço, ela sabe. Mas ela tem razão, ela tem esse direito", partilhou.

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