É o último sobrevivente da era dourada do cinema e faz hoje 103 anos. Kirk Douglas, nome pelo qual Issur Danielovitch ficaria conhecido mais tarde, nasceu a 9 de dezembro de 1916 em Amsterdam, em Nova Iorque. Pai do ator Michael Douglas, que é casado com a atriz Catherine Zeta-Jones, é um dos expoentes do sonho americano. Antes de emigrar para os Estados Unidos da América, o pai vendia cavalos nos territórios atualmente ocupados pela Bielorrússia.

Em busca de uma vida melhor, Herschel Danielovitch emigrou com a mulher, Bryna Sanglel, para a terra das oportunidades mas o que encontraram foi uma vida de pobreza. Para sobreviver, o emigrante judeu vendia tecidos na rua. "Na Eagle Street, a zona mais pobre da cidade, onde todas as famílias tinham de lutar para sobreviver, o trapeiro era o degrau mais baixo da escada. E eu era o filho do trapeiro", lamentou o ator na sua biografia em 1988.

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Para conseguir dinheiro para o leite que a família consumia, Kirk Douglas chegou a vender snacks aos trabalhadores dos moinhos da região. Antes de se tornar ator, teve 40 empregos. Para pagar o empréstimo que lhe financiaria os estudos, conciliou as aulas com os trabalhos que fazia como jardineiro e como zelador e ainda conseguia ter tempo para dar largas à sua paixão, o teatro. A sua interpretação numa das peças que fez despertou a atenção dos responsáveis da American Academy of Dramatic Arts, uma escola de artes dramáticas. Conseguiu uma bolsa de estudo. Uma das suas colegas era Joan Perske, que mais tarde ficaria conhecida como Lauren Bacall. Outra era Diana Dill, a aspirante a atriz que viria a ser a sua primeira mulher.

A II Guerra Mundial afastou-o da profissão mas, no regresso a Nova Iorque, fez rádio e teatro e gravou anúncios publicitários para televisão. Lauren Bacall recomendou-o ao produtor Hal B. Wallis, que o contratou para o filme "The strange love of Martha Ivers", em 1946. A partir daí, nunca mais parou. "Spartacus", estreado em 1960, consagrou-o em definitivo. Em 1996, um acidente vascular cerebral, que deu origem ao livro "My stroke of luck", afetou-lhe a fala.

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