Meghan Markle, que é mãe de Archie, de dois anos e Lilibet, de quatro meses, escreveu uma carta dirigida à presidente da Câmara dos Deputados, Nancy Pelosi, e a Chuck Schumer, senador de Nova Iorque, de forma a defender a necessidade de existir licença de paternidade/maternidade nos Estados Unidos.

Na carta, onde a duquesa de Sussex refere que foi escrita na qualidade de "cidadã preocupada e mãe", esta conta que ela e o marido, o príncipe Harry, sentiram o mesmo que muitos pais e mãe sentem após terem filhos.

Meghan sublinha que foi uma sortuda porque não perdeu os primeiros tempos de vida dos filhos, uma vez que conseguiu fazer uma pausa na sua carreira, possibilidade que não é acessível a todas as pessoas.

"Em junho, o meu marido e eu demos as boas-vindas à nossa segunda filha. Como quaisquer pais, estávamos em êxtase", começa por referir.

"Como poucos pais, não fomos confrontados com a dura realidade de os dois passarmos os primeiros meses críticos com o nosso bebé ou de termos de voltar ao trabalho", explica.

"Sabíamos que poderíamos trazê-la para casa, e numa fase vital (e sagrada), dar tudo aos nossos filhos e à nossa família. Sabíamos que ao fazer isto não iríamos ter de tomar decisões impossíveis sobre creches, trabalho, e cuidados médicos como muitos têm de tomar todos os dias", lamenta.

"Nenhuma família deveria lidar com tais decisões. Nenhuma família deveria ter de escolher entre ganhar o sustento e ter a liberdade de tomar conta das crianças (ou de um ente querido, ou deles mesmos, algo que veríamos como uma baixa paga, compreensivelmente)", continua.

Meghan também destacou os problemas financeiros dos próprios pais, Doria Ragland e Thomas Markle, ao longo do seu crescimento.

"Cresci num bar no Sizzler com um salada de 4,28 euros - podia até custar menos na altura (para ser honesta, não me lembro) - mas aquilo de que me lembro foi o sentimento: sabia o quanto os meus pais tinham trabalhado para alcançar aquilo porque até mesmo com quatro euros, comendo alguma coisa especial, sentia-me sortuda", recorda.

"Comecei a trabalhar (na loja do bairro de gelados de iogurte) aos 13 anos. Servi às mesas, trabalhei como ama, e acumulei trabalhos para fazer face às despesas. Trabalhei toda a minha vida e poupei quando e onde podia - mas mesmo isso era um luxo - porque normalmente era para pagar as contas, a renda e pôr gasolina no carro", lembra.

A duquesa de 40 anos termina, dizendo: "O pai ou a mãe trabalhadores enfrentam o conflito de ou ganhar dinheiro ou estarem presentes. Ambos os sacrifícios tem um grande custo".

Assim, na sua perspetiva, os políticos deveriam apoiar a proposta do presidente Joe Biden em dar aos pais 12 semanas de licença de paternidade/maternidade paga.

"Isto é sobre pôr as famílias acima da política. E por uma mudança fresca, é algo em que todos parecemos concordar. Num momento em que tudo parece tão dividido, que este seja um objetivo que nos una. Por isso, da parte da minha família, do Archie, da Lili e do Harry, agradeço-vos que considerem esta carta, e da parte de todas as famílias, peço que este momento não seja em vão", completa.

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