À medida que as semanas avançam, agravam-se as dificuldades dos artistas portugueses, que viram a pandemia viral de COVID-19 proibir as atuações ao vivo até setembro. "Isto está a ser um desastre", lamenta José Cid. Em entrevista à edição desta semana da revista TV Guia, o cantor e compositor de 78 anos revela que os mais de 30 concertos que tinha agendados foram desmarcados por causa do surto pandémico provocado pelo novo coronavírus. "Fiquei sem nada", lamenta o artista, nascido na Chamusca, em 1942.

O intérprete de êxitos populares como "Na cabana junto à praia" e "Amar como Jesus amou" está, no entanto, longe de ser o único artista português a passar dificuldades. "Acabámos por apanhar todos por tabela. Falei ontem com o [cantor e compositor Jorge] Palma e ele está revoltadíssimo", confidencia José Cid, que atualmente reside em Mogofores, no concelho de Anadia. "Eu e a Gabriela [Carrascalão, a jornalista timorense com quem casou em 2013, nas Caraíbas] vivemos das nossas poupanças", garante.

"Não temos offshores [empresas sediadas em regimes fiscais mais favoráveis] nem fortunas em bancos", assegura o instrumentista. Para poder voltar aos palcos, o neto do primeiro barão do Cruzeiro, monárquico, está disponível para atuar em novos moldes. "Não me importo, por uma questão de segurança e saúde pública, de fazer dois concertos [seguidos para públicos mais pequenos]. Só quero que as pessoas estejam e se sintam seguras. Com esta idade, consigo estar três horas seguidas a cantar", afiança.

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