José Bouza Serrano tem um fascínio notório pela monarquia. Mesmo depois de terminada a sua carreira como diplomata, que lhe permitiu conviver com reis e rainhas, príncipes e princesas, é com um enorme entusiasmo que continua a comentar as 'novelas' que marcam as famílias reais.

Foi amigo do rei D. Juan Carlos, conheceu a rainha Isabel II, os filhos da monarca, assim como Lady Di.

Chegou ainda a trabalhar no Vaticano, que nota, é uma monarquia absoluta.

Estivemos à conversa com o também escritor e antigo chefe do Procotolo do Estado que partilhou connosco memórias da sua carreira, e não só...

Já está reformado?

Já, faz agora um ano em julho.

Como é que está a viver esta nova fase da sua vida?

Estou a gostar imenso. O que prejudica tudo isto é a pandemia. Esperava ter estado mais tempo com os meus filhos e netos, mas eles têm as vidas deles. Tenho estado a pôr as minhas coisas em ordem. Também tenho uma sugestão para escrever um livro.

Sobre o quê?

Claro que é sobre famílias reais. Chegaram-me a propor também escrever uma biografia sobre o rei de Espanha [D. Juan Carlos], mas declinei porque é muito difícil falar de alguém de quem se gosta. O problema era também como arranjar uma argumentação que justificasse as coisas que aconteceram. Mas vamos ver.

Ao longo da sua vida, o que fez?

Tirei um curso de Direito, mas depois não exerci. Só agora, quando o ministro me convidou para ser Inspetor Diplomático Consolar, é que tive de ir buscar os meus recursos jurídicos muito antigos. Mas o que é que eu fiz... primeiro estive no Palácio da Foz durante a Revolução, foi ver a Revolução dia a dia no Mistério da Comunicação Social. Entretanto, estive no Ministério de Comércio e Turismo. Depois, quando entrei no Ministério dos Negócios Estrangeiros foi uma carreira completamente nova desde o princípio. Estive sempre ligado ao Estado de uma maneira ou de outra.

E porquê este fascínio pela diplomacia?

Foi sempre uma profissão que achei interessante porque leva ao conhecimento de outros povos e de outros países. Depois há o viajar, que é uma coisa muito importante. A política externa sempre foi muito interessante, assim como a possibilidade de representar o país. É um estímulo.

Sempre esteve muito próximo de monarquias. Foi algo que surgiu ou que o José propôs?

Não, eu é que fui chamado. Só servi a monarquias e na Europa, apesar de ter viajado pelo mundo todo. Comecei por Espanha, estive cinco anos e meio em Madrid. Estive na Bélgica e depois passei para o Vaticano, onde estive cinco anos. Passei para a Dinamarca e lembraram-se, com muita pena, de mim para ser chefe de Protocolo do Estado e lá vim eu para Lisboa. Posteriormente, passei para a Holanda e foi o meu último posto.

Lembra-se do primeiro membro da realeza com quem esteve de perto?

O primeiro foi com o conde de Barcelona no Estoril, o pai do rei D. Juan Carlos. Mas a primeira pessoa que eu vi foi a rainha Isabel II a passar na carruagem, no Rossio, quando ela veio cá em 1957, tinha eu sete anos.

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A rainha Isabel II durante a sua visita de Estado a Portugal a 25 de fevereiro de 1957. A seu lado está o marido, o príncipe Filipe, duque de Edimburgo. Atrás surge António de Oliveira Salazar e do lado direito o marechal Francisco Craveiro Lopes, Presidente da República© Getty Images

Longe de imaginar que um dia iria conviver de perto com Isabel II...

Sim, é curioso. Era uma criança com uma certa imaginação, mas quem é que havia de dizer àquele miúdo de sete anos que viria a conhecer pessoalmente a rainha? Que haveria de preparar as visitas de Estado dos filhos dela? Como quando veio cá a princesa Ana ou o príncipe Carlos com a duquesa de Cornualha.

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A rainha Isabel II numa carruagem com o marechal Francisco Craveiro Lopes no dia 19 de fevereiro de 1957, em Lisboa© Getty Images

Como é estar com a rainha?

Há uma grande proximidade, mas por outro lado, um distanciamento, que é necessário porque não podemos tocar nas pessoas reais, muito menos na rainha. Ela deve ter ficado chocadíssima quando uma vez foi lá um jogador de rugby e ele lhe pôs a mão no ombro. Até a própria Michelle Obama colocou o braço por cima dela e a rainha, muito esperta, pôs o braço à volta da cintura e depois largaram-se. A Michelle não tinha noção que aquilo era um crime de lesa-majestade.

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Não se pode tocar mesmo, é algo referido no protocolo.

Não, não se toca mesmo. Quando foi agora o funeral do príncipe Filipe na Capela de São Jorge, em Windsor, ela saiu do carro muito fragilizada, parecia que lhe tinham caído os anos todos em cima. Era uma figura encurvada, toda de preto. Deu uns pequenos passos e toda a gente estava ali à espera, mas ninguém a podia ajudar. A única pessoa que lhe dava o braço era o duque de Edimburgo ou o filho (príncipe Carlos), mas ele vinha no cortejo. Todo o peso da solidão dela estava ali.

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Rainha Isabel II no funeral do marido, o príncipe Filipe, em abril deste ano © Getty Images

A morte do príncipe Filipe foi uma enorme perda para Isabel II.

Sim. Foi um amor de toda a vida.

E ainda mais sabendo que o príncipe Filipe não teve uma vida fácil. Teve de enfrentar muitos problemas logo desde muito novo.

O príncipe Filipe teve uma vida péssima. Houve uma revolução na Grécia e teve de sair, veio numa caixa de laranjas. De repente, ficou sem família, tinha imensas irmãs, e uma delas morreu com toda a família num acidente de avião. Houve uma altura em que não existia quem se ocupasse dele e tinha pouco dinheiro. Escolheu a carreira das armas e foi para a Marinha onde gostava muito de estar. Quando veio ao casamento da princesa Marina, prima dele, não tinha botões de punho, os colegas da escola juntaram-se para lhe arranjar uns.

A mãe, no meio daquelas coisas todas, ainda tinha uma tiara, porque a realeza guarda sempre as joias, é a sua segurança. Ele tirou-lhe uma das pedras e fez um alfinete para dar à rainha Isabel II de prenda de pedido [de casamento]. Era muito pobre e não tinha recursos nenhuns, mas foi um homem que soube singrar e fazer o seu próprio caminho.

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O príncipe Filipe e a rainha Isabel II durante a sua lua-de-mel em Broadlands, Hampshire, corria o ano de 1947. Os dois estiveram casados durante 73 anos© Instagram - The Royal Family

E as coisas também não têm sido fáceis para o príncipe Carlos...

Não, é o próximo na sucessão da linha. Às vezes as pessoas dizem que a rainha vai deixar o neto [o príncipe William]... não, não vai. Não há saltos, os filhos recebem dos pais.

Porque é que não pode haver esse salto e o príncipe William assumir já o trono britânico?

Porque a monarquia é uma corrente, é isso que lhe dá força. Aliás, esse foi o problema de legitimidade que puseram ao D. Juan Carlos I. A monarquia espanhola não foi restaurada, o Franco instaurou a monarquia na figura do D. Juan Carlos I, mas o herdeiro legítimo era o pai dele. O Franco, como não concordava com ele politicamente, saltou. Tanto que o conde de Barcelona sentiu-se na obrigação de, numa pequena cerimónia, abrir mão dos seus direitos dinásticos.

A possibilidade de o príncipe Carlos abdicar para o príncipe William não está em cima da mesa?

Eu penso que não, o homem esteve tanto tempo à espera [diz, enquanto se ri]. Ele tem-se preparado.

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O príncipe William ao pé do pai, o príncipe Carlos© Getty Images

Também se diz que uma das coisas que o príncipe Carlos pretende fazer é diminuir o número de membros do círculo senior realeza.

Isso é muito inteligente, porque parte do dinheiro é pago pelos contribuintes e ele não quer isso. Um excelente exemplo disso é o rei da Suécia, que reduziu muito os membros.

Lilibet é um disparate, é como se pusessem 'Josezinho', é uma saloiice americanaO que achou da homenagem que Harry e Meghan fizeram à rainha com a escolha do nome para a filha?

Lilibet é um disparate, é como se pusessem 'Josezinho', é uma saloiice americana.

E em relação à entrevista dada pelo casal a Oprah Winfrey?

Foi uma altura muito má escolhida, porque o príncipe Filipe já estava muito doente, fragilizado, não era a altura de vir para a praça pública dizer estas coisas.

Realmente eles têm aquele princípio do tempo da rainha Vitória - 'Never explain, never complain'. Uma pessoa queixa-se, mas queixa-se em casa, lava a roupa suja em casa. Há sempre uma aura mistério e uma certa magia que envolve as famílias reais que vem daí, vem desta discrição.

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O príncipe Harry e Meghan Markle na entrevista que deram à apresentadora norte-americana Oprah Winfrey em março deste ano© Getty Images

Viviam muito oprimidos e eram todos racistas [na realeza], depois vão para um país que é super racista, os Estados Unidos

E quanto àquela polémica pelo facto de o filho mais velho, Archie, não vir a ser príncipe?

Ela já devia saber que ele seria príncipe quando o pai de Harry fosse rei, porque os netos dos reis são sempre príncipes. Mas se calhar o Harry já sabia da ideia que agora se está a descobrir do Carlos em querer cortar a rama não dinástica, ou não principal. Se calhar já sabiam disso e pensaram: 'Se não é para nós vamos embora'.

Mas também não queriam títulos, não queriam nada, viviam muito oprimidos e eram todos racistas [na realeza], depois vão para um país que é super racista, os Estados Unidos. Além disso, para quem queria privacidade dos meios de comunicação começar a dar entrevistas a torto e a direito, não é coerente.

A Meghan achou que aquilo era ofensivo, mas era uma joia lindíssima, feita em Veneza, raríssima, que é uma cabeça de um mouroComo é que viu essas acusações de racismo contra a realeza?

A rainha Isabel II é soberana dos países da Commonwealth, de milhões de pessoas das raças mais diferentes e com muitos negros. A rainha foi até favorável à abolição do Apartheid e recebeu sempre Nelson Mandela. É injusto fazerem-lhe essa acusação.

Houve também aquela situação com a princesa Michael de Kent que supostamente usou uma joia que enfatizava a escravatura num almoço com Meghan Markle. A Meghan achou que aquilo era ofensivo, mas era uma joia lindíssima, feita em Veneza, raríssima, que é uma cabeça de um mouro. Mas é um mouro de Veneza, no fundo era o Otelo [de uma peça de teatro de William Shakespeare], ele era árabe, não era negro. Ela usou na festa de Natal e a Meghan ficou muito chocada... é uma falta de cultura e de história que as pessoas apanham as coisas pela rama.

Também surgiram acusações de bullying contra Meghan Markle por parte de pessoas que trabalharam para ela no palácio. O que pensa disso?

Teve imensa gente que a serviu no pouco tempo que lá esteve e ninguém conseguiu acertar. Ainda por cima, se alguém tem a tradição com pessoal são os ingleses, que sempre tiveram criados. A rainha mãe deixou uma dívida enorme ao banco porque ainda vivia na maior grandeza, porque tinha mordomos, governantas, mesmo retirada, não abriu mão do seu pessoal. Agora, a Meghan não atinou com nenhum.

Passam lençóis de linho, as camas ficam feitas de outra maneira. Mas há alguém mais exigente que isso? A Meghan nasceu num berço de ouro? NãoDiz-se que era exigente e que ninguém estava à altura das suas expectativas.

Como é que alguém que serve pessoas reais, que são o topo, não a percebe? Nem é preciso ser rei. Houve colegas meus que dormiram em Buckingham e lá passam os lençóis todos os dias. Passam lençóis de linho, as camas ficam feitas de outra maneira. Mas há alguém mais exigente que isso? A Meghan nasceu num berço de ouro? Não.

Pensa que Meghan Markle não estava à espera do que ia encontrar na realeza?

Ela não estudou a lição. Então, não sabia que tinha de fazer uma vénia à rainha e que há uma hierarquia de cumprimentos? Ela não queria era fazer à cunhada (Kate Middleton), isso é que não. Tudo são regras que têm de ser seguidas à risca, por isso é que antes se casavam entre si, porque tinham a mesma educação de berço. Ela, que é tão esperta, devia ter aprendido.

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Meghan Markle num dos seus primeiros compromissos enquanto membro da realeza em junho de 2018. A duquesa de Sussex surge ao lado do marido, o príncipe Harry, e do lado direito está a rainha Isabel II. O evento decorreu no Palácio de Buckingham© Getty

Ela chegou mesmo a dizer que não lhe foi dada a ajuda de que precisava.

Nem é para ajudar a pessoa, é só para que os seus disparates não salpiquem em todo o conjunto. A rainha investiu nela. Naquela altura até a levou no comboio real e deu-lhe uns brincos. Ela tentou porque adorava o Harry e era o seu neto querido.

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A rainha Isabel II e Meghan Markle à saída do comboio real em junho de 2018© Getty Images

Ela era atriz, o papel é que foi excessivo para ela. Não estava à altura do papel que tinha de desempenhar

O que pensa da posição do príncipe Harry no meio desta história?

Ao trazer Meghan Markle para aquele meio é obrigação dele dar-lhe lições intensivas. Não acredito que não lhe tivessem explicado, por exemplo, como se saía de um carro. Ela era atriz, o papel é que foi excessivo para ela. Não estava à altura do papel que tinha de desempenhar.

Para as pessoas que estão preparadas já e duro, porque não têm um horário de trabalho nem um sindicato. Mesmo que tenham ajuda é um ritmo duríssimo. É uma gaiola dourada e o Harry achou que estava na altura de sair.

Não se pode ficar com o bolo e comê-lo. A pessoa quando tem as vantagens tem de ter os inconvenientes e eles tinham todas as vantagens porque estão no topo da pirâmide.

Seja fantasia ou ficção, a pobre da Camilla [Parker Bowles] que tinha subido passo a passo e que já estava quase reabilitada, surge como uma megera outra vez

A tudo isto ainda se juntam as zangas com o irmão, o príncipe William.

Há uma coisa com que o William ficou muito chocado: ele quer ter alguém em quem confiar. Não pode haver uma pessoa que ponha a boca no trombone em que tudo o que é dito em privado apareça num tabloide norte-americano.

Também houve outra coisa que deu a última machadada nisto tudo, veio a mais recente temporada da série 'The Crown'. Seja fantasia ou ficção, a pobre da Camilla [Parker Bowles] que tinha subido passo a passo e que já estava quase reabilitada, surge como uma megera outra vez. A pobre Lady Di, também era muito ingénua. Houve uma altura em que se sentia muito confortável em ser capa das revistas, mas acabou por ser vítima dessa popularidade. Achou que tinha esse trunfo e que poderia ajustar contas com a realeza.

Chegou a conhecer a princesa Diana?

Sim, cheguei a conhecer. Fui-lhe apresentado uma vez, depois só baixei a cabeça em Ascot [corridas de cavalos às quais os membros da realeza assistem]. Foi uma coisa completamente formal, mas ela cá [em Portugal] fez o maior sucesso. O Mário Soares ficou encantado porque ela no meio daquilo tudo disse-lhe 'oh, mas que suspensórios tão giros' e puxou-lhos.

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A princesa Diana de visita a Portugal na companhia do marido, o príncipe Carlos, em fevereiro de 1987. Estudantes do Porto estendem as suas capas no chão para Lady Di e o príncipe de Gales passarem© Getty Images

Em relação à monarquia espanhola diz-se que a rainha Letizia tem mau feitio. É verdade?

Pessoalmente não devia dizer isto, mas acho que tem. É uma coisa que não a torna popular e ela tem feito um esforço enorme. É muito 'quero, posso e mando'. Depois, aquele momento com Sofia de Espanha não foi bom. Esquecem-se que além das pessoas reais estarem num escrutínio permanente, com as novas tecnologias uma pessoa não pode negar um vídeo.

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Mas as duas não se davam bem?

Sofia de Espanha apoiou (a união) porque queria o filho feliz e ele estava acima de tudo, mas elas chocaram muito, sempre. A rainha Letizia não é uma pessoa afável, ao contrário das pessoas reais que têm uma grande simplicidade. Na coroação do rei Guilherme Alexandre, em Amesterdão, o Felipe VI cumprimentou-me muito bem. Depois eu beijei a mão à rainha Letizia e disse que era o embaixador de Portugal. E ela olhou para mim... e queria ir-se embora.

Os meus cinco anos foram junto do Papa João Paulo II, que era uma pessoa extraordinária

Como é que foi trabalhar no Vaticano?

Foi muito interessante. É uma monarquia, o Papa é rei, mas é um rei absoluto. Tem os seus príncipes, que são os seus cardeais. É também uma monarquia eletiva, porque qualquer um dos cardeais pode vir a ser eleito. Mas é fascinante, porque é uma lição de diplomacia e de história e eu gostei de estar na nossa embaixada junto da Santa Sé.

Os meus cinco anos foram junto do Papa João Paulo II, que era uma pessoa extraordinária. O fim de vida foi muito triste, mas mostrou que um homem velho e doente conseguia cumprir o seu papel. É uma escola de diplomacia notável, porque as embaixadas são pequenas. Tínhamos uma causa importante nessa altura que era Timor e precisávamos da ajuda da igreja católica e pedíamos que o Papa citasse a situação de Timor. É uma máquina de processar informação, porque no sítio mais recôndito tem um pároco que manda informação para Roma.

Sou um monárquico ao serviço da República. O rei é um grande símbolo de unidade nacional O José é um monárquico convicto?

Sou, monárquico convicto. Ainda por cima as monarquias que eu conheço, pelo menos nas da Europa, onde eu vivi, são todas democracias parlamentares. A melhor maneira de guardar a história, a cultura e a identidade de um país é através da dinastia e da coroa. Sou um monárquico ao serviço da República. O rei é um grande símbolo de unidade nacional.

Consegue escolher a sua monarquia preferida?

A minha preferida era a portuguesa [diz, às gargalhadas]. Temos de ter um sonho e uma causa.

A sua causa era que voltássemos a ser uma monarquia em Portugal?

Eu adorava, temos descendentes, temos um Palácio da Ajuda com coroas reais. 110 anos de República acabaram por matar oito séculos de monarquia. Foram os reis que nos fizeram grandes. O peso para o lado da monarquia seria muito maior. Que identidade melhor pode ter um país? O que se leva no sangue pesa por si. É uma força muito grande poder identificar-se, vi isso nas monarquias onde estive. Na Holanda, por exemplo, diziam 'a minha avó é do tempo da rainha Juliana'. Habituaram-se a ver o rei de pequenino. A monarquia é a colagem de uma família a um país, é extraordinário.

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