Diogo Carmona esteve no ‘Casa Feliz’, esta sexta-feira, para falar do lançamento do livro onde conta a sua história, ‘Contra todas as probabilidades. Vítima ou vilão? Culpado ou inocente?’.

O ator começou por relatar que aos 19 anos já tinha pensado em escrever um livro, desejo que concretizou agora, que “faz mais sentido do que nunca”, depois de toda a agitação que viveu nos últimos anos por causa das guerras com a família.

“Lembrei-me deste título, ‘Contra todas as probabilidades’, porque acho que teve a ver com o acidente. Era pouco provável eu ter sobrevivido. Vai sempre haver diversas opiniões e eu tenho de lidar com isso. Mas quero só deixar um apelo para as pessoas não me julgarem. Eu não sou o que pareço ser. Estereotipar é um problema, por favor, não façam isso. E pensem antes de escreverem mensagens”, começou por destacar em conversa com Diana Chaves e João Baião.

Sobre a família, Diogo Carmona confessou que “hoje tem perspetivas diferentes” das que tinha quando escreveu o livro. “Há coisas que mudam de um dia para o outro, como por exemplo a questão da minha família. Reaproximei-me da minha família quando estava a escrever o livro e hoje o livro seria diferente”, partilhou, admitindo que “sentiu que tem de perdoar e ser perdoado”.

Acho que tem de haver esse sentimento de compaixão que muitas vezes falta”, afirmou, dizendo ainda que “não quer pensar no que falhou”. “Mas obviamente que eu falhei. Primeiro vou apontar o dedo a mim, falhei em muitas coisas e hoje voltaria atrás. Mas estou contente com a pessoa que sou, e sou feliz. No final do dia estou bem", continuou.

Mais à frente, voltou a falar das relações familiares e acrescentou que “houve uma altura em que decidiu que tinha de estar tudo bem na sua vida e que para isso tinha de perdoar as pessoas à sua volta e perdoar-se a si”.

Cometi vários erros e ainda vou ter de refletir neles, ainda estou a ter consequências dos meus erros. Estou numa fase em que tenho de refletir e perdoar as pessoas que estão à minha volta. Mas sim, está tudo bem com a minha família”, garantiu.

Durante a conversa, o ator, que esta sexta-feira, 16 de abril, completa 24 anos, partilhou também que sempre sonhou com uma carreira internacional, desejo que mantém vivo.

Em relação à exposição mediática, Diogo Carmona realçou que “nunca procurou essa exposição”. “Acho que com a ‘Floribella’, ocorreu naturalmente essa exposição pública. Lembro que andar na rua era difícil, as pessoas estavam todas a olhar para mim”, recordou, frisando que neste momento “está bem” e “grato pelo que tem, pelas pessoas que o rodeiam”.

Sobre os problemas psicológicos, o jovem ator salientou que este é um “tema que deve ser sempre falado e encarado de frente”. “Agora, mais do que nunca, com a pandemia, o facto de estarmos sozinhos connosco próprios pode ser bom e mau ao mesmo tempo. Quero só deixar esse apelo para as pessoas cuidarem de si e terem mais em atenção à saúde mental”, reforçou.

Antes de terminar, deixou ainda uma mensagem: “Tentem não julgar tanto, que é um problema que nós temos, não conseguimos pôr-nos na pele de outra pessoa. Ao escrever o livro senti que todos temos um problema de comunicação. Nós comunicamos através de palavras e às vezes as palavras não são suficientes. Esse é um problema que queria refletir, apesar de não tocar [nesse ponto]”.

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