Há cinco anos que os Prémios Cinco Estrelas distinguem as personalidades mais notáveis em diversas áreas - desde o meio empresarial, à televisão e ao desporto - e há cinco anos que Fátima Lopes arrecada a distinção na categoria de moda. No passado dia 31 de janeiro, a estilista madeirense subiu ao palco para receber este prémio que diz ter "um gostinho especial".

"É um prémio espontâneo do público, não há um júri a nomear, é perguntado ao público: Qual é a personalidade Cinco Estrelas nas várias áreas? E em criadores de moda, pelo quinto ano consecutivo, sou eu. Ou seja, desde o primeiro", começou por dizer em declarações aos jornalistas.

Neste que é o seu 27.º ano de carreira, Fátima Lopes afirmou que "não vive de prémios, mas é gratificante ver que quando a escolha é do público é a eleita há cinco anos".

Tratando-se do grande nome a representar Portugal na Semana da Moda de Paris, a designer mostrou-se orgulhosa com o lugar que preserva no grande evento há mais de duas décadas: "Sou o único [criador de moda português] em Paris. Vou agora fazer o meu 43.º desfile. São 21 anos em Paris. Sou o primeiro e o único que perdura".

Questionada sobre como lida com as emoções na véspera das apresentações das coleções, Fátima Lopes reforçou que esse frenesim "já faz parte do seu trabalho". "São 27 em Portugal, 21 em Paris com dois desfiles por ano. Acabo uma coleção e já estou a pensar na segunda. Os meses de janeiro e fevereiro são a 100% de trabalho e agosto e setembro novamente. Depois tenho os restantes oito meses para mim, fazer tudo e mais alguma coisa. Já consigo pôr na balança o lado pessoal e profissional. Neste momento objetivo é ser feliz".

O processo criativo é contínuo e exigente, mas rematou frisando que de coleção para coleção são reunidos todos os esforços para se "superar" e apresentar a melhor versão do seu trabalho.

"Tenho a sorte de ter nascido com um cérebro criativo, não é difícil para mim criar. Quando termino uma coleção preciso sempre de um mês sem desenhar nada para limpar a cabeça e depois já estou outra vez [em processo criativo]. Segundo as minhas costureiras cada vez faço mais difícil. As coleções são cada vez mais complexas. Eu não facilito. Não há uma poupança de esforços".

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